domingo, 17 de janeiro de 2010

Cruz e Souza - PLENILÚNIO

Vês este céu tão límpido e constelado
E este luar que em fúlgida cascata,
Cai, rola, cai, nuns borbotões de prata...
Vês este céu de mármore azulado...

Vês este campo intérmino, encharcado
Da luz que a lua aos páramos desata...
Vês este véu que branco se dilata
Pelo verdor do campo iluminado...

Vês estes rios, tão fosforescentes,
Cheios duns tons, duns prismas reluzentes,
Vês estes rios cheios de ardentias...

Vês esta mole e transparente gaze...
Pois é, como isso me parecem quase
Iguais, assim, às nossas alegrias!

Ferreira Gullar - A vida bate (fragmento)

Não se trata do poema e sim do homem
e sua vida
- a mentida, a ferida, a consentida
vida já ganha e já perdida e ganha
outra vez.
Não se trata do poema e sim da fome
de vida,
o sôfrego pulsar entre constelações
e embrulhos, entre engulhos.
Alguns viajam, vão
a Nova York, a Santiago
do Chile. Outros ficam
mesmo na Rua da Alfândega, detrás
de balcões e de guichês.
Todos te buscam, facho
de vida, escuro e claro,
que é mais que a água na grama
que o banho no mar, que o beijo
na boca, mais
que a paixão na cama.
Todos te buscam e só alguns te acham. Alguns
te acham e te perdem.
Outros te acham e não te reconhecem
e há os que se perdem por te achar,
ó desatino
ó verdade, ó fome
de vida!
O amor é difícil
mas pode luzir em qualquer ponto da cidade.
E estamos na cidade
sob as nuvens e entre as águas azuis.
A cidade. Vista do alto
ela é fabril e imaginária, se entrega inteira
como se estivesse pronta.
Vista do alto,
com seus bairros e ruas e avenidas, a cidade
é o refúgio do homem, pertence a todos e a ninguém.
Mas vista
de perto,
revela o seu túrbido presente, sua
carnadura de pânico: as
pessoas que vão e vêm
que entram e saem, que passam
sem rir, sem falar, entre apitos e gases. Ah, o escuro
sangue urbano
movido a juros.
São pessoas que passam sem falar
e estão cheias de vozes
e ruínas . És Antônio?
És Francisco? És Mariana?
Onde escondeste o verde
clarão dos dias? Onde
escondeste a vida
que em teu olhar se apaga mal se acende?
E passamos
carregados de flores sufocadas.
Mas, dentro, no coração,
eu sei,
a vida bate. Subterraneamente,
a vida bate.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

treze de janeiro

Conte as estrelas, apague o sol
viva o anotecer até as chamas
caminho entre vocês, caminhe comigo
Cante aquela canção, aquele poema
e então a vida será novamente
Cor, alegria e luz.

J.A.Cabral 01/10

Guru Josh Project - Infinito (tradução)

Aqui está a chave

Filosofia
Um louco como eu
Precisa do infinito

Relaxe
Não tenha pressa
E tome o seu tempo
Para confiar em mim
E você vai encontrar
Infinito, infinito

E tome o seu tempo
Para confiar em mim
E você vai encontrar
Infinito, infinito

O tempo passa
Naturalmente
Porque você receberá
Infinito

Aqui está a chave
Filosofia
Um louco como eu
Precisa do infinito

Relaxe
Não tenha pressa

E tome o seu tempo
Para confiar em mim
E você vai encontrar
Infinito, infinito, infinito,
Infinito, infinito, infinito, infinito

E tome o seu tempo
Para confiar em mim
E você vai encontrar
O tempo passa
Naturalmente
Porque você receberá
Infinito

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Agatha Christie: Biografia

Escritora e dramaturga inglesa (15/9/1890-12/1/1976). Um dos maiores fenômenos da literatura mundial, com aproximadamente 2 bilhões de exemplares vendidos. Filha de pai norte-americano e mãe inglesa, seu nome de solteira é Agatha Mary Clarissa Miller. O sobrenome Christie vem do primeiro marido, um aviador inglês. Em 1917, desafiada pela irmã Madge a criar uma trama policial, escreve o primeiro livro, O Misterioso Caso de Styles, publicado em 1920. Suas 87 obras seguintes – romances, memórias e peças teatrais – são, na maioria, de suspense e rendem-lhe o título de "rainha do crime". Escreve ainda seis romances sob o pseudônimo de Mary Westmacott. Seu personagem mais constante é o detetive Hercule Poirot, um belga, que aparece em 33 livros. Outra personagem conhecida é a curiosa Miss Marple (o caso do Hotel Bertram), inspirada na avó de Agatha. Sua peça mais popular é A Ratoeira (1951), encenada mais de 13 mil vezes na Inglaterra. Alguns de seus livros se tornam filmes, como Assassinato no Expresso Oriente (1974) e Morte no Nilo (1978).