segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Therion - Asgård (tradução)

Acima de uma montanha no meio do universo, bem acima do mundo dos homens, fica a morada dos deuses. Os salões brilhantes dos deuses circulam o céu como as estrelas e os doze signos do zodíaco. Apenas aqueles que são bravos e puros de coração serão levados para o alto aos palácios de Asgard. Eles montarão no arco-íris e desaparecerão lado a lado com os deuses no fim dos dias.

ASGARD

- A Ponte de Bifrost -

Montando no arco-íris, e eles passarão o portão de Heimdal
Abra Gladheim e Valhalla!
Na casa de Odin, o caído permanece
Com todos os Einherjar, preparado para a guerra.

Quando o selo se quebrar no céu do meio do inverno,
todos os mortos seguirão Odin, e eles estão vindo pela tempestade
No meio do mundo a rocha dos Deuses permanece firme
Na noite negra os deuses descenderão com os mortos dos corajosos

Leve-nos a Valhalla
quando passaremos pelo portão de Heimdal.
Nos deixe encontrar os deuses (e) seguir seu comando.
Se você olhar o céu noturno, você achará suas moradas
na estrelas eles vivem (como os) signos do zodíaco.
Quando a ponte abrirá um caminho para todos os deuses nórdicos
todos os mortos passarão por Bifrost, e eles estão vindo pela tempestade
Sagas dos dias antigos estão escritas no céu
Quando você ler as runas novamente Valhalla e Asgard renascerão.

Leaves' Eyes - Frøya's Theme(tradução)

Freya
Azuis são seus olhos
Ouro seus cabelos
Uma donzela tão bela

Sua pele tão pura
Esplêndia e fina
Deusa do amor
Brilhante e branca
Deusa do amor
Brilhante e branca

Dona dos guerreiros caídos
Lar dos mortos
Dona dos guerreiros caídos

Lar dos mortos
Valfreya
Deu seu coração ao sol
Ao sol

Olhos vagantes... de um homem
Deixando sua... beleza contar
Uma jornada... sem retorno
Até os confins... dos mundos

Lágrimas correndo pelo seu rosto
Tornando-se, oh, tão pálido
Gotas de lágrimas vermelhas caindo sobre a terra
Como pedras de ouros

Perdida em desespero
Estou afogando em tristeza
Ela lança uma sombra sobre a Terra
Não mostrando medo
Fogo infinito
Ela caçará através dos mundos

Freya
Doem seus olhos
De lágrimas douradas
Um coração tão dividido

Machucando para encontrar... seu sol
Deixando suas... lágrimas para trás
Uma jornada... do coração
Até os confins... dos mundos

Lágrimas correndo pelo seu rosto
Tornando-se brilhantes como pérolas
Lá ela o encontrou sob uma árvore
Ruborizaram-se como um

Como uma fênix
Das cinzas
Ela lança uma sombra sobre a Terra
Esperando infinitamente
Sua deusa apareceu
Ruborizaram-se como um em seus corredores

Órion

Numa cidade na Grécia vivia Hireu, um camponês que habitava uma simples casa de barro. Hireu, assim como seus pais, era imigrante e há tempos atrás haviam chegado à região. Seus pais adquirem um sítio e um touro, para que pudessem arar a terra, plantar e vender alimentos. Num terrível terremoto seus pais morrem e Hireu, ainda jovem assume a terra. Tempos depois ele se casa, apaixonado que estava por uma jovem. Pensava assim constituir família e fazer valer o nome de sua família. Pouco tempo após o casamento um novo terremoto leva sua jovem esposa. Cheio de amargor pela vida, promete nunca mais se unir a nenhuma outra pessoa, enterrando sua mulher amada no fundo do terreno.

Zeus (Júpiter) acompanhado de Poseidon (Netuno) e Hermes (Mercúrio), estavam na Terra e precisavam pernoitar em algum lugar. Zeus ordena a Hermes que procurasse um lugar onde pudessem pousar por uma noite. Hermes encontra a casa de Hireu e comunica aos deuses ter encontrado um lugar ideal. Indo até lá, pedem a Hireu que os acolhesse. Espantado, concorda, temendo negar e enfurecê-los. Para homenagear os deuses, Hireu oferece seu touro em sacrifício. Sensibilizados os deuses permitem-lhe um desejo. Desejando ter um filho para dar continuidade ao seu nome, ele pede um filho. Zeus, Poseidon e Hermes implantam uma gota de sêmen de cada um no couro do touro morto, e fazem Hireu enterrá-lo. Zeus o orienta que esperasse nove meses e seu desejo seria concedido. Após este período, surge, de um terremoto, na cova onde estavam os restos do touro, Órion, o gigante caçador.
Concebido sem mãe e nascido dos restos de um animal, sua alma permanece primitiva, mas com força, velocidade e sentidos aguçados, mas sem sentimentos morais. Estranho que era não tinha amigos, a não ser um certo Enopião, fabricante de vinhos. Certo dia, Órion, animalescamente, estupra a mulher de Enopião, Mérope. Em vingança, Enopião embriaga Órion e vaza seus olhos, tão necessários à sua função de caçador. Passa a errar sem destino, até que encontra Hefestos (Vulcano), que consultando um oráculo, o aconselha a expor seus olhos ao deus Hélios (o Sol) para receber de volta a luz em seus olhos. Pela manhã o deus Hélios aparece no horizonte, que entrega um feixe de raios solares à deusa Aurora que inicia a distribuição sobre a vegetação ainda molhada pelo orvalho. Os raios solares entram nos olhos de Órion e ele recupera a visão.

Com os olhos ardentes de fogo, vê à sua frente a deusa Aurora, que se apaixona e deita com ele. Órion deduz serem as mulheres fáceis e inferiores. Resolve voltar e se vingar de Enopião, mas no caminho encontra Artemis (Diana, a caçadora) e tenta seduzi-la e penetrar em seus mistérios. Na luta contra o desejo de Órion, Artemis bate uma clava no chão lodoso, surgindo das profundezas um animal terrível e venenoso, um escorpião, que persegue Órion. Alcançando-o, desfere uma ferroada em seu coração e o mata. Essa cena é imortalizada no céu na constelação de Órion, tendo ao seu lado o temido escorpião.

Cástor e Pólux

No dia do casamento de Tíndaro, Rei de Esparta, Leda, sua noiva, foi banhar-se num lago construído especialmente para ela, atrás do palácio real. Zeus, como sempre, sobrevoava aquela região, e ao olhar para baixo, viu Leda, exuberante e totalmente nua num lago cheio de cisnes. Apaixonando-se imediatamente, Zeus resolve transformar-se num cisne branco para se aproximar e deitar com Leda. Atraindo Leda em sua direção eles se amam, ainda com Zeus em forma de cisne. Naquela mesma noite ela deita com Tíndaro. Dessa dupla união nascem de Leda dois ovos. Num deles estavam Castor e Helena, a parte mortal, filhos de Tíndaro. No outro ovo estavam Pólux e Clitemnestra, filhos de Zeus e imortais. Castor era mortal, filho de homens, e Pólux imortal, filho de deuses, mas apesar disto viveram unidos em profunda amizade. Os deuses os chamaram de dióscuros, filhos dos deuses, e foi designado Mercúrio (Hermes) para dar-lhes o ensinamento sobre as artes e as lutas, plantando-lhes a semente da inteligência, da astúcia e da curiosidade.

Desde pequenos eram queridos pelas pessoas, pela sua simpatia e alegria. Zeus, que já havia tido muitos filhos, os considerava seus filhos mais amados, por terem nascido do fruto de um amor verdadeiro e serem os únicos que o tratavam como um pai, sempre o respeitando e demonstrando carinho. Foram designados a Quíron, no Olimpo, que os ensinou e orientou por muito tempo. Tiveram contato com outros heróis e foram convocados a fazer parte da tripulação da nau Argos, que, comandada por Jasão, iria em busca do Velocino de Ouro que se encontrava no reino da Cólquida. Nas inúmeras batalhas da expedição, distinguiram-se pela coragem e astúcia, um defendendo o outro e o outro defendendo o um, e os dois defendendo todos. Castor, o mortal, dominava os animais e as armas e Pólux, imortal, era invencível e astuto. Ambos eram extremamente leais entre si e com os outros argonautas.

Durante toda a viagem eles se encarregavam de defender a nau e seus companheiros, mas à noite, quando todos estavam cansados e desanimados, Castor e Pólux faziam pantomimas e divertiam a tripulação, que os tinha como grandes guerreiros, mas também amigos e companheiros valorosos. Terminada a aventura dos Argonautas, os gêmeos voltaram à sua terra onde seriam conhecidos por defenderem os fracos e os jovens. Numa região próxima morava Léucipo, irmão de Tíndaro, que tinha duas filas belíssimas, Febe e Ilaira. Quando as conheceram os gêmeos se apaixonaram imensamente, mas como eram noivas resolveram raptá-las. Dias depois, os noivos enraivecidos, e em perseguição aos gêmeos, os alcança num campo de guerra. Desafiados pelos noivos, inicia-se uma batalha que duraria dias.

Sempre estavam lutando juntos, Castor e Pólux, um defendendo o outro e o outro defendendo um. Castor era humano e mortal, sendo mais firme e ligado à terra. Pólux era um deus e imortal, mais ligado aos céus e à mente. Por um átimo de segundo, Pólux se distrai. O suficiente para seu irmão ser traspassado por uma lança que o atinge do pulmão até a garganta, caindo esvaindo-se em sangue. Neste instante, ouvindo o grito de dor de seu irmão, e cheio de ira, ele mata todos ao seu redor e vai em direção de seu irmão que morria. Pegando-o em seus braços arranca a lança do peito de seu irmão que começa a Ter uma imensa hemorragia. Desesperado ele lança u grito de dor que é ouvido no Olimpo. Zeus, reconhecendo o grito de um de seus filhos favoritos corre em direção ao campo de luta e vê uma cena dantesca. Seus filhos mais adorados em desespero.

Pólux implora que Zeus interceda neste instante, impedindo Castor de morrer ou que também lhe tirasse a vida, pois “não poderia viver sem ele mesmo”. Como Zeus não podia interferir nas questões de vida e morte e nem retirar a imortalidade de seu filho, Pólux pede a seu pai que transfira a imortalidade dele para seu irmão para que ele pudesse viver. Sem saber o que fazer, pois essa transferência mataria Pólux, que não seria mais imortal, é forçado por Pólux a realizar imediatamente a transferência. Assim que Castor recebe a luz da imortalidade, Pólux começa a morrer do mesmo ferimento de seu irmão. Castor pede o mesmo a Zeus, e imediatamente é reiniciada a transferência. Inconformados com a situação, resolve-se que eles trocariam vida e morte diuturnamente . Enquanto um estava na terra outro estaria no céu e quando trocassem de posição poderiam se encontrar. Insatisfeitos resolvem realizar estas trocas com cada vez mais freqüência, tornando-se os dois imortais, ficando juntos para sempre.

Adônis

Adônis, nas mitologias fenícia e grega, era um jovem de grande beleza que nasceu das relações incestuosas que o rei Cíniras de Chipre manteve com a sua filha Mirra. Adônis passou a despertar o amor de Perséfone e Afrodite.Mais tarde as duas deusas passaram a disputar a companhia do menino, e tiveram que submeter-se à sentença de Zeus. Este estipulou que ele passaria um terço do ano com cada uma delas, mas Adônis, que preferia Afrodite, permanecia com ela também o terço restante. Nasce desse mito a idéia do ciclo anual da vegetação, com a semente que permanece sob a terra por quatro meses. A deusa grega Afrodite, do amor e da beleza sensual, apaixonou-se por ele. No entanto, o deus Ares, da guerra, amante de Afrodite, ao saber da traição da deusa, decide atacar Adônis enviando um javali para matá-lo. O animal desferiu um golpe fatal na anca de Adônis, tendo o sangue que jorrou transformado-se numa anêmona. Afrodite, que corria por entre as silvas para socorrer o seu amante, feriu-se e o sangue que lhe escorria das feridas tingiu as rosas brancas de vermelho. Outra versão da mito conta que Afrodite transmutou o sangue do amado numa anêmona. O jovem morto desceu então ao submundo, onde governava ao lado de Hades a esposa dele, a deusa Perséfone – a rainha do submundo, que também apaixonou-se por ele. Isso causou um grande desgosto em Afrodite, e as duas deusas tornaram-se rivais.
Inicialmente, Perséfone, compadecida pelo sofrimento de Afrodite, prometeu restituí-lo com uma condição: Adônis passaria seis meses no submundo com ela e outros seis meses na Terra com Afrodite. Cedo o acordo foi desrespeitado, o que provocou nova discussão entre as duas deusas, que só terminou com a intervenção de Zeus, que determinou que Adônis seria livre quatro meses do ano, passaria outros quatro com Afrodite e os restantes quatro com Perséfone. Adônis tornou-se então símbolo da vegetação que morre no inverno (descendo ao submundo e juntando-se a Perséfone) e regressa à Terra na primavera (para juntar-se a Afrodite). Deus oriental da vegetação, divindade ctônia (que cumpre o ciclo da semente).
Embora seja mais conhecido como divindade grega Adônis teve, no entanto, origem na Síria, onde era cultuado sob o nome semita de Tamuz. Era também um deus eternamente jovem, ligado à vida, à morte e à ressurreição, estando associado ao calendário agrícola. De resto, o nome Adônis deve ter origem no mundo semítico - parece proceder do semita Adonai, expressão que significa Meu Senhor. É um deus que congrega em si elementos de várias origens, demonstrativo do grande sincretismo religioso produzido pelos gregos da antigüidade.