domingo, 15 de junho de 2014

Joy Division - Candidate (tradução)

Forçado pela pressão, o território está marcado,
Sequer o prazer, oh, eu já perdi o coração.
Corrompido da memória, sequer o poder
Está rastejando à tona lentamente, aquela ultima hora fatal.
Oh, eu não sei o que me fez ou o que me deu o direito
De confundir os seus valores e mudar o errado para certo.

Por favor mantenha sua distancia, a trilha conduz até aqui
Há sangue nos seus dedos, trazido pelo medo
Eu fiz campanha para nada, eu trabalhei duro para isso
Eu tentei chegar até você, você me trata assim
É só segunda natureza, é o que temos mostrado.
Estamos vivendo sob suas regras, isso é tudo que sabemos.

Eu tentei chegar até você
Eu tentei chegar até você
Eu tentei chegar até você
Oh, eu tentei chegar até você

Paulo Sene - Joy Division lança “Unknown Pleasures”, há 35 anos

Difícil. Pra mim, essa palavra resume o disco clássico do Joy Division. Difícil descrever o tom quase mítico e religioso que envolve a aura dessa banda. Sentimentos muito claros e ao mesmo tempo escuros estão presentes nessa obra-prima.
O disco de estreia do quarteto de Manchester está repleto de texturas e nuances que só são percebidas em posteriores audições, nunca de cara. O prazer nunca vem fácil.
O pós-punk sempre teve sua força nas repetições, nos tons monocórdios nos gritos desesperados…
O produtor Martin Hannett somou a poesia de Ian Curtis camadas de ruídos e efeitos sonoros “estranhos”, o que ajudou a criar toda uma atmosfera sinistra e claustrofóbica em alguns momentos, ou melhor, em todos os momentos. O vocal abafado e a bateria simples e constante só reafirmam a toda hora a frieza digital, como em “Insight” e seus efeitos de videogame. Estranho.
A guitarra sublime em “New Dawn Fades”, com a já intrigante linha de baixo de um novato Peter Hook, nos leva, talvez, para um futuro promissor e esperançoso. Talvez.
Na sequência temos “She Lost Control” e tudo vem a baixo, de novo e de novo… ela perde controle. E nós também.
Num eterno jogo de sombras, somos bombardeados por “Shadowplay” e gostamos desse retrato em preto e branco, e dançamos, de uma forma esquisita, como Ian Curtis… como a mulher da música passada, como das próximas… das poucas próximas. O Joy Division não entrega nada de mão beijada, fácil. Não, obrigado.

fonte: http://efemeridesdoefemello.com/2014/06/15/joy-division-lanca-unknown-pleasures/

sábado, 7 de junho de 2014

Veronica Roth - Convergente (frag)

Existem tantas maneiras de ser corajoso neste mundo. Às vezes, coragem significa abrir mão da sua vida por algo maior do que você ou por outra pessoa. Às vezes, significa abrir mão de tudo o que você conhece, ou de todos os que você jamais amou, por algo maior. Mas, às vezes, não. Às vezes, significa apenas encarar a sua dor e o trabalho árduo do dia a dia e caminhar devagar em direção a uma vida melhor.
Esse é o tipo de coragem que preciso ter agora.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

John Green - A culpa é das estrelas (frag)

"Os verdadeiros heróis, no fim das contas, não são as pessoas que realizam certas coisas; os verdadeiros heróis são os que REPARAM nas coisas."

domingo, 1 de junho de 2014

Fernando Pessoa - Livro do desassossego (frag 116)

Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida.
A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e o representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana.
Não é esse o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.