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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Alexander Search - O mundo

O mundo, tal como o entendo, 
Não vai além daquilo que o cego 
De cor e sombra pode encontrar 
Na escuridão que é a sua sina; 
       Este mundo, imenso e luzente, 
       O qual nós viemos herdar 
       Com um orgulho inconsciente, 
Vale tanto quanto as nossas rimas 
E haveres, sua lama dourada — 
Nada, é o mais que dele vou falar 
E aqui, no leito do nada, 
Para o outro lado vou-me voltar. 

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Alexander Search - Dor Suprema

Um amigo me disse: «O que tu crias
É sonho e pretensão, tudo fingido;
O pranto com que a mente sã desvias
É decerto forçado e pretendido!

Em toda a canção e conto que fazes
Porquê palavra dura, amargurada?
Por que ao vero e bom não te comprazes
E, jovem, a alegria é desdenhada?»

Porque, amigo, embora seja a loucura
Ora doce, ora dor inominada,
Nunca a dor humana a dor atura

Da mente louca, da loucura ciente;
Porque a ciência ganha é completada
Com o saber dum mal sempre iminente.