Cabelos molhados,
sol encharcado,
pele salgada,
vento nos olhos,
areia nos pés.
O corpo sem peso
é nuvem à-toa.
O tempo inexiste.
A vida é uma boa!
Mergulho na água
azul deste céu.
Sou peixe de ar.
Sou ave de mar.
Mergulho em mim mesmo,
silêncio profundo.
Sou eu e sou Deus
de passagem no mundo,
nadando sem rumo
entre conchas e paz.
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domingo, 8 de fevereiro de 2009
domingo, 5 de outubro de 2008
Carlos Queiroz Telles - ESTAÇÃO PRIMAVERA (Fragmentos)
Está não é a plataforma de embarque
Porque a viagem começa bem antes,
Mas é a primeira estação de passagem
Para a descoberta final de si mesmo
Nem há bilhete que indique o destino,
Nem placa, nem guia, nem mão, nem ensino.
A estrada exige somente a coragem,
Difícil traçado do próprio caminho.
O tempo é de sobra e a existência contínua.
Espelhos não mostram o percurso dos anos.
O prazer da aventura e a paixão pela vida
Sustentam ilusões e compensam enganos.
Para o corpo entregue à emoção timoneira
O horizonte mais amplo é frágil fronteira
Tudo é passível de um gesto mais longe
Tudo é possível de um novo começo.
Porque a viagem começa bem antes,
Mas é a primeira estação de passagem
Para a descoberta final de si mesmo
Nem há bilhete que indique o destino,
Nem placa, nem guia, nem mão, nem ensino.
A estrada exige somente a coragem,
Difícil traçado do próprio caminho.
O tempo é de sobra e a existência contínua.
Espelhos não mostram o percurso dos anos.
O prazer da aventura e a paixão pela vida
Sustentam ilusões e compensam enganos.
Para o corpo entregue à emoção timoneira
O horizonte mais amplo é frágil fronteira
Tudo é passível de um gesto mais longe
Tudo é possível de um novo começo.
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