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domingo, 21 de setembro de 2008

O labirinto do fauno - A rosa da imortalidade

Há muitos e muitos anos...
em um país longínquo e triste...
havia uma montanha enorme
de pedras negras e ásperas.
Ao cair da tarde...
em cima dessa montanha...
floria, todas as noites, uma rosa
que conferia imortalidade.
Mas ninguém ousava
se aproximar dela...
pois seus muitos espinhos
eram venenosos.
Entre os homens...
falava-se mais sobre o medo
da morte e da dor...
e nunca sobre a promessa
de imortalidade.
E, todas as tardes,
a rosa murchava...
incapaz de conceder
sua dádiva a ninguém...
esquecida e perdida no topo
da montanha fria e escura...
sozinha até o fim dos tempos.

domingo, 14 de setembro de 2008

“Há muito, muito tempo no Reino Subterrâneo, onde não existem mentiras ou dor, viveu uma princesa que sonhava com o mundo dos humanos. Sonhava com o céu azul, a brisa suave e o brilho do sol. Um dia, burlando toda a vigilância, a princesa escapou. Uma vez do lado de fora, a luz do sol a cegou… e apagou da sua memória qualquer indício do seu passado. A princesa esqueceu quem era e de onde veio. O seu corpo sofria de frio, doença e dor. E no decorrer dos anos, ela morreu.Entretanto, seu pai, o Rei, sabia que a alma da princesa retornaria, talvez em outro corpo, em outro lugar, em outra época. E ele esperaria por ela, até seu último suspiro, até que o mundo parasse de girar…”

[narrativa inicial de O Labirinto do Fauno]