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sábado, 3 de julho de 2010
Sartre - A República do Silêncio (frag.)
As circunstâncias tantas vezes atrozes do nosso combate punham-nos a viver, sem fingimento nem véus nem véus, a situação atormentada, insuportável, a que se chama condição humana. O exílio, o cativeiro e principalmente a morte, que é habilmente disfarçada nas épocas felizes, tornavam-se os objetos perpétuos das nossas preocupações, aprendíamos que não são acidentes inevitáveis, nem mesmo ameaças constantes, mas exteriores: era preciso ver nisso o nosso quinhão, o nosso destino, a origem profunda da nossa realidade de homens; em cada segundo vivíamos plenamente o sentido da pequenina frase banal: "todos os homens são mortais".
sábado, 5 de setembro de 2009
Sartre - O SER E O NADA
"Realmente, só pelo fato de ser consciente das causas que inspiram minhas ações, estas causas já são objetos transcendentes para minha consciência; elas estão fora. Em vão tentaria apreendê-las. Escapo delas pela minha própria existência. Estou condenado a existir para sempre além da minha essência, além das causas e motivos dos meus atos. Estou condenado a ser livre. Isso quer dizer que nenhum limite para minha liberdade pode ser estabelecido exceto a própria liberdade, ou, se voce preferir; que nós não somos livres para deixar de ser livres."
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