segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Opeth - Black Rose Immortal (Tradução)

Em nome do desespero
Chamo teu nome
Uma lamentação que suspiro
Repetidamente

Eclipse espiritual
Os portões se fecharam para minha procura

A noite...
Um véu de estrelas, olhando
Minha sombra nasce da luz
A luz do olho, na escuridão

Sobre águas turbulentas as memórias pairam
Infinitamente, procurando por dias e noites
A luz da lua acaricia uma colina solitária
Com a calma de um sussurro

Visto uma alma nua
Um semblante pálido na água fluente
Está frio aqui
A geada marcou meu casaco com o pó

Os olhos que se fixam no teu mudo retrato
Nós falávamos apenas por pensamentos
Juntos nós contemplamos, e esperamos
As horas trouxeram a sede e o sol nascente

Os pássaros abandonam seus descansos
As sombras douram as arcadas

Não vire o rosto em minha direção
Confrontando-me com a minha solidão
Você está numa floresta desconhecida
O pomar secreto
E a tua voz é vasta e acromática
Mas ainda tão preciosa

A canção de ninar da lua crescente te levou
Hipnotizado, seu semblante caleidoscópico
Presentou-te com um olhar vazio
Outra alma dentro do rebanho divino

Eu o guardei,
O símbolo do amaranto
Escondido dentro do templo dourado,
Até que nos regozijemos nos campos
Do fim
Quando nós dois andarmos pelas sombras
Ele queimará e desaparecerá
Rosa Negra Imortal

Está escurecendo novamente
O anoitecer se move por entre os campos
As árvores noturnas lamentam, como se soubessem
À noite, eu sempre sonho contigo

The Cure - Close to me (tradução)

Eu estive esperando horas por isso
Eu fiz eu mesmo ficar doente
Eu queria ter ficado dormindo hoje
Eu nunca pensei que esse dia fosse acabar
Eu nunca pensei que esta noite pudesse estar
Tão perto de mim

Apenas tente enxergar na escuridão
Apenas tente fazer isso dar certo
Para sentir o medo antes de você estar aqui
Eu fiz as imagens chegarem perto demais
Eu arranquei os meus olhos
Prendi a respiração
E esperei até começar a tremer

Mas se eu tivesse a sua confiança
Então eu poderia fazer isto seguro e claro
Se apenas eu tivesse certeza
Que a minha cabeça na porta era um sonho

Eu estive esperando horas por isso
Eu fiz eu mesmo ficar doente
Eu queria ter ficado dormindo hoje
Eu nunca pensei que esse dia fosse acabar
Eu nunca pensei que esta noite pudesse estar
Tão perto de mim

Mas se eu tivesse a sua confiança
Então eu poderia fazer isto seguro e claro
Se apenas eu tivesse certeza
Que a minha cabeça na porta
era um sonho

sábado, 30 de outubro de 2010

Assassinos da meia-noite

Assassinatos à meia-noite
Assassinos de meia-vida
São como a morte, sem a foice
São toda dor e agonia.

Quando sua matança começa
Para longe fuja - esconda-se!
Pois não há o que os impeça
De torturar e matar nesta noite.

Não espere deles clemência
Nem afirme sua inocência
Não terão piedade, só maldade
São a encarnação da crueldade.

E quando a matança termina
Só o que resta são corpos pelo chão
Pois diabólicas são as almas perdidas
Assassinas, que vagam pela escuridão.

J.A.Cabral 11/08










sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Draculea

Beba do doce cálice de meu sangue
vampiro maldito, trovador de infâmias!
Tu não pertences mais a humanidade,
crueldade é o que fazes de melhor,
e teu único prazer é espalhar horror.
Traga a mim a dor da morte imunda
os teus desejos maculando minha carne pura...
Volte tuas trevas para este triste espelho
quebrado - já não reflete coisa alguma,
volte seus olhos para meu desespero,
para o terror de todos os demônios,
dentro do meu coração descarnado.
Oh vampiro maldito, não me poupe a morte
sirva-se de mim, serva de estranha sorte,
que se entrega a ti, nesse insano amor.

J.A.Cabral 10/10









Gritos em Silêncio

grito sufocado na garganta. 
vontade de degolar a dor maldita. 
sangra, sangra e sangra. 
mas não, não vou morrer...


Fato que não ousaria 
revelar-te tal coisa, 
tal sentimento, tal vergonha. 
A brancura de teus sonhos 
permanecerá intacta 
e meus desejos insanos...


quem me dera coragem de contar-te!!
Ah quem me dera!! 
mas a vida me fez muda, 
logo que o coração calou-se 
diante da imensidão de tal amor...


e só de sombras 
de impossibilidades 
me sustento.
em trevas densas, 
desfazem minha vida 
em tão tristes tormentos


pensamentos aqueles,
da covarde que amou 
e não ousou se quer tocar-te
ou estender a mão,
num gesto ingênuo
para poder amar teus olhos
na eternidade.


J.A.Cabral 10/10