quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Charles Baudelaire - Elevação

Por cima dos paúes, das montanhas agrestes, 
Dos rudes alcantis, das nuvens e do mar, 
Muito acima do sol, muito acima do ar, 
Para além do confim dos páramos celestes, 

Paira o espírito meu com toda a agilidade, 
Como um bom nadador, que na água sente gozo, 
As penas a agitar, gazil, voluptuoso, 
Através das regiões da etérea imensidade. 

Eleva o vôo teu longe das montureiras, 
Vai-te purificar no éter superior, 
E bebe, como um puro e sagrado licor, 
A alvinitente luz das límpidas clareiras! 

Neste bisonho dai' de mágoas horrorosas, 
Em que o fastio e a dor perseguem o mortal, 
Feliz de quem puder, numa ascensão ideal, 
Atingir as mansões ridentes, luminosas! 

De quem, pela manhã, andorinha veloz, 
Aos domínios do céu o pensamento erguer, 
— Que paire sobre a vida, e saiba compreender 
A linguagem da flor e das coisas sem voz! 




Dream Theater - Under A Glass Moon (tradução)

Diga-me
Lembre-me
Persiga a água correndo do céu
Sempre junto de mim
Experimente as lembranças correndo dos meus olhos
Lanternas nervosas perscrutam meus sonhos
Sombras líquidas silenciam os seus gritos
Eu sorrio na lua
Perseguindo a água que vem do céu
Eu discuto com as nuvens
Roubando a beleza dos meus olhos



Lá fora os ruídos da sua mente
Banhando a sua alma em lágrimas prateadas
De baixo de um céu de verão escurecido
Rezando pelo momento de desaparecer


Abaixo de um céu de verão
Sob um luar de cristal
A noite espera a chegada do cordeiro
Sombras líquidas arrastam-se
Lágrimas prateadas caem
A noiva acalma-se pela sua sobrevivência


Pela sua mão
Eu tenho acordado
Arcando com essa honra em meu nome.


Lá fora os ruídos da sua mente
Banhando a sua alma em lágrimas prateadas
De baixo de um céu de verão escurecido
Rezando pelo momento de desaparecer

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Rita Apoena - fragmento

Quando eu saí de uma importante depressão, eu disse a mim mesma que o mundo no qual eu acreditava deveria existir em algum lugar do planeta. Nem se fosse apenas dentro de mim... Mesmo se ele não existisse em canto algum, se eu, pelo menos, pudesse construi-lo em mim, como um templo das coisas mais bonitas em que eu acredito, o mundo seria sim bonito e doce, o mundo seria cheio de amor, e eu nunca mais ficaria doente. E, nesse mundo, ninguém precisa trocar amor por coisa alguma porque ele brota sozinho entre os dedos da mão e se alimenta do respirar, do contemplar o céu, do fechar os olhos na ventania e abrir os braços antes da chuva. Nesse mundo, as pessoas nunca se abandonam. Elas nunca vão embora porque a gente não foi um bom menino. Ou porque a gente ficou com os braços tão fraquinhos que não consegue mais abraçar e estar perto. Mesmo quando o outro vai embora, a gente não vai. A gente fica e faz um jardim, qualquer coisa para ocupar o tempo, um banco de almofadas coloridas, e pede aos passarinhos não sujarem ali porque aquele é o banco do nosso amor, do nosso grande amigo. Para que ele saiba que, em qualquer tempo, em qualquer lugar, daqui a não sei quantos anos, ele pode simplesmente voltar, sem mais explicações, para olhar o céu de mãos dadas. "




domingo, 8 de janeiro de 2012

sábado, 7 de janeiro de 2012

Homenagem aos 100 anos de Charles Addams

Neste sábado, dia 7 de janeiro, o Google decidiu homenagear um dos cartunistas mais famosos do mundo, Charles Samuel Addams, que faria 100 anos hoje. O doodle presta uma homenagem para o homem que criou os quadrinhos em que os personagens moravam em um mundo particular e sombrio, a Família Addams.
Mais tarde, suas histórias ganharam forma na TV e se tornaram populares em vários países. Charles Addams nasceu em Westfield, em New Jersey, nos Estados Unidos. Ele faleceu aos 76anos, no dia 29 de setembro de 1988, vítima de um ataque do coração. O cartunista trabalhou em uma revista criminal, onde seu trabalho era pintar cruzes nos lugares onde os corpos eram encontrados.
O humor mórbido de Charles Addams ficou conhecido na revista The New Yorker, que publicou suas primeiras histórias que se tornariam a Família Addams. As figuras góticas, um tanto peculiares e engraçadas fizeram muito sucesso. Moricia, Gomez, Lurcker, Pugsley, It e Wednesday eram os personagens sombrios que se imortalizaram nas telas de cinema anos mais tarde.
No doodle deste sábado os famosos personagens são ilustrados em tons escuros, remetendo as cenas mórbidas em que a história era contada. A Família Addams inspirou outra série tão famosa quanto: Os Monstros. Charles Addams deixou várias se suas marcas para outros cartoons, como o esquiador que passa misteriosamente seus esquis por uma gigantesca árvore.