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domingo, 26 de julho de 2015

Virginia Woolf - A viagem (frag.)

"E depois, nunca sabemos o que sentimos. Estamos todos no escuro. Tentamos descobrir, mas pode imaginar algo mais ridículo do que a opinião de uma pessoa acerca de outra pessoa? Achamos que sabemos, mas na verdade não sabemos."

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Virginia Woolf - Noite e dia (frag.)

É a vida que importa, nada além da vida, 
processo de descoberta, perene, perpétuo processo, 
não a descoberta em si, absolutamente.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Virginia Woolf - A viagem (frag)

Agora tinham o que sempre quiseram ter, a união que fora impossível enquanto estavam vivos. Inconsciente de estar pensando ou pronunciando alto as palavras, ele disse: - Nunca houve duas pessoas tão felizes como nós fomos. Ninguém amou como nós amamos. Pareceu-lhe que sua completa união e felicidade enchiam o quarto com círculos que se ampliavam cada vez mais. Ele não tinha nenhum desejo não realizado no mundo. Ambos possuíam o que não lhes poderia ser tirado.

sábado, 25 de abril de 2015

Virginia Woolf - A viagem (frag)


"Você não pode ver a minha bolha; eu não posso ver a sua; tudo o que vemos um do outro é uma partícula, como a mecha no centro daquela chama. A chama anda conosco por toda parte; ela não é exatamente nós, mas o que sentimos; o mundo é breve, ou as pessoas principalmente; toda sorte de pessoas."

sábado, 28 de março de 2015

Florence and The Machine - What The Water Gave Me (tradução)

O tempo levou-nos
Para onde a água estava
Isso é o que a água me deu
E o tempo passa mais rápido
Entre nós dois
Oh, meu amor, não me abandone
Pegue o que a água me deu

Deite-me
Deixe que o único som
Seja o transbordar
Bolsos cheios de pedras

Deite-me
Deixe que o único som
Seja o transbordar

E oh, pobre Atlas
O burro de carga do mundo
Você esteve carregando por um longo tempo
E todo este anseio
E os navios foram deixados para enferrujar
Isso é o que a água nos deu

Deite-me
Deixe que o único som
Seja o transbordar
Bolsos cheios de pedras

Deite-me
Deixe que o único som
Seja o transbordar

Porque eles tomaram os seus entes queridos
Mas os devolveram em troca de você
Mas você teria outra maneira?
Você teria de outra maneira?
Você poderia ter tido de outra maneira

Porque ela é uma amante cruel
E a barganha precisa ser feita
Mas, oh, meu amor, não me esqueça
Quando eu deixar a água me levar

Deite-me
Deixe que o único som
Seja o transbordar
Bolsos cheios de pedras

Deite-me
Deixe que o único som
Seja o transbordar

Deite-me
Deixe que o único som
Seja o transbordar
Bolsos cheios de pedras

Deite-me
Deixe que o único som
Seja o transbordar

Virginia Woolf - A viagem (frag)

Sentir qualquer coisa intensamente era criar um abismo entre si mesma e outros, que sentem intensa mas talvez diferentemente.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Virginia Woolf - A viagem (frag)

"Amor começava assim, com o desejo de continuar conversando ?"

domingo, 25 de janeiro de 2015

Virginia Woolf - Mrs. Dalloway(frag)

Assim, num dia de verão, as ondas se juntam, balançam e tombam; e o mundo inteiro parece dizer: “Isso é tudo”, cada vez mais forte, até que o coração, no corpo estendido sob o sol da praia, também diz: “Isso é tudo”. “Não mais temas”, diz o coração. “Não mais temas”, diz o coração, confiando a sua carga a algum mar que suspira coletivamente por todas as dores, e recomeça, ergue-se, tomba. E o corpo sozinho ouve a abelha que passa; a onda se quebra; o cão, lá ao longe, ladrando, ladrando…

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Virginia Woolf - Ao farol (frag)

Se lançaram sobre ela os demônios que frequentemente a levavam à beira das lágrimas e tornavam essa passagem da concepção à obra tão pavorosa quanto a travessia de um corredor escuro para uma criança. Era assim que frequentemente se sentia – lutando contra terríveis adversidades para manter a coragem para dizer: “Mas isso é o que vejo; isso é o que vejo”, e, assim, apertar contra o peito algum miserável resquício de sua visão, que mil forças faziam tudo para lhe arrebatar. E foi então também, neste caminho frio e ventoso, enquanto começava a pintar, que foi assaltada por outras coisas, sua própria inadequação, sua insignificância (…)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Virginia Woolf - Mrs. Dalloway (frag)

A morte era um desafio. A morte era uma tentativa de união ante a impossibilidade de alcançar esse centro que nos escapa; o que nos é próximo se afasta; todo entusiasmo desaparece; fica-se completamente só… Havia um enlace, um abraço, na morte.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Virginia Woolf - As Ondas(frag)

Mas se algum dia você não vier depois do café da manhã, se algum dia avistar você em algum espelho, talvez procurando por outro homem, se o telefone toca e toca em seu quarto vazio, então, depois de indizível agonia, então – pois não tem fim a loucura do coração humano – procurarei outro, encontrarei outro você. Nesse meio tempo, vamos abolir com um sopro o tiquetaque dos relógios. Chega mais perto de mim.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Virginia Woof - Mrs. Dalloway (frag)

tudo o que não se podia compartilhar... esvaía-se em pó.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Virgínia Woolf - Aforismo

Sua própria felicidade dera-lhe a convicção de que todo mundo devia ser feliz também.

domingo, 1 de setembro de 2013

Virgínia Woolf - Ao farol (frag)

Podia ser ela mesma, quando estava só. E era isto que precisava fazer com frequência: pensar. Bem, nem mesmo pensar. Ficar em silêncio; ficar sozinha. E toda a existência, toda a atividade, com tudo que possuem de expansivo, brilhante, vibrante, vocal, se evaporavam. Então podia, com uma certa solenidade, retrair-se em si mesma, no âmago pontiagudo da escuridão, algo invisível para os outros.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

quinta-feira, 28 de março de 2013

Virginia Woolf - Entre os Atos (frag)

- Oh, se a nossa dor humana pudesse ter um fim! murmurou Isa. Erguendo os olhos, recebeu em pleno rosto duas bategas de chuva. Escorreram por suas faces como se fossem suas próprias lágrimas. Eram, porém, as lágrimas de todo mundo chorando por todo mundo. Mãos ergueram-se. Aqui e ali abriu-se um guarda-sol. A chuva era inesperada e universal. Depois, parou. Da relva exalou-se um odor de terra fresca.

Virgínia Woolf - homenagem


















do filme "As horas"

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Virginia Woolf - O quarto de Jacob (frag)


De qualquer modo, eles gostam do silêncio, falam lindamente, cada palavra caindo como uma fatia redonda recém-cortada, e não numa confusão de moedinhas polidas, como as mocinhas fazem; e movem-se com determinação, como se soubessem quanto tempo devem ficar e quando devem partir (…).

domingo, 30 de dezembro de 2012

Virgínia Woolf - Entre os atos (frag.)


"- Depois da cozinha, a biblioteca é sempre o aposento mais simpático de uma casa.- Depois acrescentara,atravessando o umbral: - Os livros são o espelho da alma."

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Virginia Woolf - Rumo ao farol(frag)

Então, deixando os olhos deslizarem imperceptivelmente pela poça e descansarem na ondulante linha entre o céu e o mar, nos troncos das árvores que a fumaça dos navios a vapor fazia tremerem acima do horizonte, ficou hipnotizada por todo esse poder que se contraia selvagem e inevitavelmente se alastrava. E os dois sentidos, de amplidão e de insignificância, florescendo dentro da poça (que diminuíra outra vez), faziam-na sentir com as mãos e os pés amarrados e incapaz de se mover devido à intensidade de sentimentos que reduziam seu próprio corpo, sua própria vida e as vidas de todas as pessoas do mundo, para sempre, ao nada.