tradução do Millôr
Prólogo
Ao cidadão grego
Na platéia
O que lhe importava
Ao sentar de novo para ouvir de novo
Não era a velha lenda:
Era a palavra nova do poeta.
Colocando o cidadão de hoje
Atento aí, à espera,
Em pé de igualdade com o ateniense
De faz tantos séculos
Lhe damos um resumo da espantosa história:
Creonte, rei de Tebas,
Vinga-se de Polinices, sobrinho e inimigo.
Antígona, irmã de Polinices,
Enfrenta o rei, é condenada à morte.
Hémon, filho do rei, noivo de Antígona,
Rompe com o pai.
E assim a historia avança,
Em luta fratricida,
Ódio mortal
Violência coletiva,
Tudo pago por fim, naturalmente,
Com a escravidão do povo,
Na derrota final.
Sabemos bem
Que ninguém aprendeu muito
Com esta história de Sófocles.
Os jornais de hoje mostram
Que os próprios gregos não aprenderam.
E, cansativamente, ela se repetiu
Nos 2.400 anos que passaram:
Ânsia de Brutos, Cruz de Cristo,
Bizâncio Prostituída, Heil Hitler!,
Lumumba esquartejado, Kenya de Kenyata,
Chê nas montanhas.
Há sempre duas faces na mesma moeda
Cara: um herói.
Coroa: um tirano.
Algo mudou, bem sei;
A ambição mudou de traje,
A guerra, de veículo,
O poder, de método.
O mundo girou muito
Mas o homem mudou pouco.
Porém repetir uma história
É nossa profissão, e nossa forma de luta.
Assim, vamos contar de novo
De maneira bem clara
E eis nossa razão:
Ainda não acreditamos que no final
O bem sempre triunfa.
Mas já começamos a crer, emocionados,
Que, no fim, o mal nem sempre vence.
O mais difícil da luta
É descobrir o lado em que lutar.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Paradise Lost - Grey(tradução)
Nesta chuva de outono
Somos abençoados com estes
céus de outono(Céus de Outono)
Estou fazendo para mim
não por alguém
Estou fazendo para mim
Chamando envergonhado
Silencio incorrigível
Clamando o seu nome
Alguma coisa errada mas bela, tão bela
Nesta monstruosa raiva
Rejeitando o compromisso (compromisso)
Desfazendo-o para mim
não por alguém
Desfazendo-o por mim mesmo
Chamando envergonhado
Silencio incorrigível
Clamando o seu nome
Algo errado mas belo, tão bonito
Como o morto desaparece
A Vida um débito... desaparece
Chamando envergonhado
Silencio incorrigível
Clamando o seu nome
Algo errado mas belo, tão bonito
Somos abençoados com estes
céus de outono(Céus de Outono)
Estou fazendo para mim
não por alguém
Estou fazendo para mim
Chamando envergonhado
Silencio incorrigível
Clamando o seu nome
Alguma coisa errada mas bela, tão bela
Nesta monstruosa raiva
Rejeitando o compromisso (compromisso)
Desfazendo-o para mim
não por alguém
Desfazendo-o por mim mesmo
Chamando envergonhado
Silencio incorrigível
Clamando o seu nome
Algo errado mas belo, tão bonito
Como o morto desaparece
A Vida um débito... desaparece
Chamando envergonhado
Silencio incorrigível
Clamando o seu nome
Algo errado mas belo, tão bonito
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Nightwish - Cadence Of Her Last Breath(tradução)
Correndo por sua vida
A chuva escura de seus olhos ainda cai
Borboleta de tirar o fôlego
Escolheu um dia escuro para viver
Guarde um fôlego para mim
Um solitário desejando pela
Cadência de seu último fôlego
Por que eu sinto falta de alguém que eu nunca conheci?
Com a respiração parada eu deito
Os ventos do mar a trouxeram para mim
Uma borboleta... mero milagre de um-dia-só da vida
E toda a poesia do mundo
Finalmente faz sentido para mim
Guarde uma morte para mim
Um solitário desejando pela (fuja! fuja!)
Cadência de seu último fôlego (fuja! fuja!)
No final de tudo isso não é vida.
Beba pela beleza e preencha minha página em branco
Algumas vezes o sonho se transforma em sonho
Um solitário desejando pela (fuja! fuja!)
Cadência de seu último fôlego (fuja! fuja!)
A chuva escura de seus olhos ainda cai
Borboleta de tirar o fôlego
Escolheu um dia escuro para viver
Guarde um fôlego para mim
Um solitário desejando pela
Cadência de seu último fôlego
Por que eu sinto falta de alguém que eu nunca conheci?
Com a respiração parada eu deito
Os ventos do mar a trouxeram para mim
Uma borboleta... mero milagre de um-dia-só da vida
E toda a poesia do mundo
Finalmente faz sentido para mim
Guarde uma morte para mim
Um solitário desejando pela (fuja! fuja!)
Cadência de seu último fôlego (fuja! fuja!)
No final de tudo isso não é vida.
Beba pela beleza e preencha minha página em branco
Algumas vezes o sonho se transforma em sonho
Um solitário desejando pela (fuja! fuja!)
Cadência de seu último fôlego (fuja! fuja!)
Pitty - A Sombra
Pra quê dissimular,
se ela me segue onde quer q eu vá?
Melhor encarar e aprender com ela caminhar
Não vou mais negar.
Por todo caminho, minha sobre está
Eu quero saber me querer
com toda a beleza
e abominação que há em mim
Isso nunca se desfaz
Quanto a desejo, não há paz (?) (2x)
Eu quero saber me querer
com toda a beleza
e abominação que há em mim
se ela me segue onde quer q eu vá?
Melhor encarar e aprender com ela caminhar
Não vou mais negar.
Por todo caminho, minha sobre está
Eu quero saber me querer
com toda a beleza
e abominação que há em mim
Isso nunca se desfaz
Quanto a desejo, não há paz (?) (2x)
Eu quero saber me querer
com toda a beleza
e abominação que há em mim
Fernando Pessoa - Tudo o que sou não é mais do que abismo
Tudo o que sou não é mais do que abismo
Em que uma vaga luz
Com que sei que sou eu, e nisto cismo,
Obscura me conduz.
Um intervalo entre não ser e ser
Feito de eu ter lugar
Como o pó, que se vê o vento erguer,
Vive de ele o mostrar.
Em que uma vaga luz
Com que sei que sou eu, e nisto cismo,
Obscura me conduz.
Um intervalo entre não ser e ser
Feito de eu ter lugar
Como o pó, que se vê o vento erguer,
Vive de ele o mostrar.
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