quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Legião Urbana - Metal contra as nuvens

I
Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.
II
Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.
Olha o sopro do dragão...
III
É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.
IV
- Tudo passa, tudo passará...
E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.









terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Alfredo Cuervo Barrero - É proíbido

É proibido chorar sem aprender, levantar-se um dia sem saber o que fazer. Ter medo de suas lembranças. É proibido não rir dos problemas, não lutar pelo que se quer, abandonar tudo por medo, não transformar sonhos em realidade. É proibido não demonstrar amor, fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau humor. É proibido deixar os amigos, não tentar compreender o que viveram  juntos, chamá-los somente quando necessita deles. É proibido não ser você mesmo diante das pessoas, fingir que elas não te importam, ser gentil só para que se lembrem de você, esquecer aqueles que gostam de você. É proibido não fazer as coisas por si mesmo, não crer em Deus e fazer seu destino, ter medo da vida e de seus compromissos, não viver cada dia como se fosse um último suspiro. É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar, esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram, esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente. É proibido não tentar compreender as pessoas, pensar que as vidas deles valem mais que a sua, não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte. É proibido não criar sua história, deixar de dar graças a Deus por sua vida, não ter um momento para quem necessita de você, não compreender que o que a vida te dá, também te tira. É proibido não buscar a felicidade, não viver sua vida com uma atitude positiva, não pensar que podemos ser melhores, não sentir que sem você este mundo não seria igual.









sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Carla Bruni - Ma jeunesse(tradução)

Na minha juventude, há ruas perigosas
Na minha juventude, existem cidades taciturnas
Fugas no vão da noite silenciosa


Na minha juventude, quando cai a noite
É o curso para todas as expectativas
Eu danço sozinha na frente de meu espelho


Mas minha juventude me olha séria ela me disse:
"O que você fez de nossas horas?
O que você fez de nossas horas preciosas?
Agora, o vento de inverno sopra "


Na minha juventude, há belas partidas
Meu coração que treme a um leve olhar
A incerteza ao fim do corredor


Na minha juventude, existem interstícios
Planos de vôo em estado de embriaguez
Aterrissagens de desespero


Mas minha juventude me olha severa
Ela me diz:
"O que fizeram com nossas noites?
O que você fez com as nossas noites de aventura?
Agora, o tempo retoma seu hábito "


Na minha juventude, há uma oração
Uma façanha de dizer ou fazer
Uma promessa, um tipo de mistério
Na minha juventude, há uma flor
Que eu colhi em plena doçura
Que eu agarrei em pleno pavor


Mas minha juventude me olha cruel
Ela disse: "É tempo de ir"
Volto a outras estrelas
E eu te deixo o fim da história


Mas minha juventude me olha cruel
Ela disse: "É tempo de ir"
Volto a outras estrelas
E eu te deixo o fim da história








quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Paralamas do Sucesso - Tendo a lua

Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim
O céu de ícaro tem mais poesia que o de galileu
E lendo teus bilhetes, eu lembro do que fiz
Querendo ver o mais distante e sem saber voar
Desprezando as asas que você me deu
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu
Eu hoje joguei tanta coisa fora
E lendo teus bilhetes, eu lembro do que fiz
Cartas e fotografias gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu.