terça-feira, 12 de junho de 2018

Rubem Alves - O outono (frag)

Quando o sol está a pino estas ideias não nos perturbam. Tudo parece estar bem. Há muito tempo ainda. As rotinas do trabalho ocultam a nossa verdade. Mas elas não podem impedir nem que a tarde chegue, com suas cores de adeus, e nem que o Outono chegue, anunciando a proximidade do Inverno. E eles nos forçam a ter pensamentos diferentes, pensamentos de solidão. São mestres silenciosos. Se prestarmos atenção e ouvirmos o que nos dizem, ficaremos sábios. Porque sabedoria é isto: contemplar o abismo, sem ser destruído por ele. Nas palavras de Rilke, “conter a morte inteira, docemente, sem nos tornar amargos

sábado, 2 de junho de 2018

Aforismo - Thoreau

"Pois não importa quão limitado possa parecer o começo:
aquilo que é bem feito uma vez está feito para sempre."

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Sophia de Mello Breyner Andresen - Poesia

Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Everything Counts (tradução) - Depeche Mode

O aperto de mão sela o contrato
Do contrato não há retorno
A guinada em uma carreira
Na Coreia, sendo desonesto
O feriado foi cheio de diversões,
O contrato, ainda intacto

As mãos gananciosas agarram tudo o que podem
Tudo para elas afinal de contas
As mãos gananciosas agarram tudo o que podem
Tudo para elas afinal de contas
É um mundo competitivo,
Vale tudo em grandes quantias

O gráfico na parede
Conta a história disso tudo,
Imagine agora
Veja como
As mentiras e a fraude ganharam um pouco mais de poder
Confiança adotada
Com um bronzeado e um sorriso discreto

As mãos gananciosas agarram tudo o que podem
Tudo para elas afinal de contas
As mãos gananciosas agarram tudo o que podem
Tudo para elas afinal de contas
É um mundo competitivo,
Vale tudo em grandes quantias
Vale tudo em grandes quantias

As mãos gananciosas agarram tudo o que podem
Vale tudo em grandes quantias

As mãos gananciosas agarram tudo o que podem
Vale tudo em grandes quantias

Tudo, tudo, tudo, tudo

As mãos gananciosas agarram tudo o que podem
Vale tudo em grandes quantias

As mãos gananciosas agarram tudo o que podem
Vale tudo em grandes quantias

As mãos gananciosas agarram tudo o que podem
Vale tudo em grandes quantias

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Jeanne Marie Gagnebin

Testemunha também seria aquele que não vai embora, que consegue ouvir a narração insuportável do outro e que aceita que suas palavras levem adiante, como num revezamento, a história do outro: não por culpabilidade ou por compaixão, mas porque somente a transmissão simbólica, assumida apesar e por causa do sofrimento indizível, somente essa retomada reflexiva do passado pode nos ajudar a não repeti-lo infinitamente, mas a ousar esboçar uma outra história, a inventar o presente.