terça-feira, 24 de outubro de 2017

Carlos Ruiz Zafón - A sombra do vento (frag)

"Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa os olhos pelas suas páginas, seu espírito cresce e a pessoa se fortalece."

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Valter Hugo Mãe - Homens imprudentemente poéticos(frag)

"Falaria de amor. Diria: o que se opõe ao amor se afeiçoa à morte."

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Isabel Allende - Paula (frag)

"Eu pensei então que há séculos imemoriais que as mulheres perderam filhos, que é a dor mais antiga e inevitável da humanidade. Não sou a única, quase todas as mães passam por essa provação, quebram-se-lhe os corações, mas continuam a viver porque têm de proteger e amar aqueles que ficam. Somente um grupo de mulheres privilegiadas em épocas muito recentes e em países avançados nos quais a saúde está ao alcance de quem a pode pagar, confia em que todos os seus filhos chegarão à idade adulta. A morte está sempre à espreita."

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Valter Hugo Mãe - A desumanização (frag)

"O inferno não são os outros, pequena Halla. Eles são o paraíso, porque um homem sozinho é apenas um animal. A humanidade começa nos que te rodeiam, e não exatamente em ti. Ser-se pessoa implica a tua mãe, as nossas pessoas, um desconhecido ou a sua expectativa. Sem ninguém no presente nem no futuro, o indivíduo pensa tão sem razão quanto pensam os peixes. Dura pelo engenho que tiver e parece como um atributo indiferenciado do planeta. Perece como uma coisa qualquer”.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Rainer Maria Rilke - Cartas a um jovem poeta (frag)

É tão jovem, tão inexperiente ainda diante das coisas, que desejaria pedir-lhe, o melhor que soubesse, uma grande paciência para tudo o que ainda não estiver decidido no seu coração. Esforça-se por amar as suas próprias dúvidas, como se cada uma delas fosse um quarto fechado, um livro escrito em idioma estrangeiro. Não procure, por ora, respostas que não lhe podem ser dadas, porque não saberia ainda colocá-las em prática e vivê-las. E trata-se, precisamente, de viver tudo. No momento, viva apenas as suas interrogações. Talvez que, somente vivendo-as, acabe um dia por penetrar, sem perceber, nas respostas. É possível que carregue em si o dom de formar, o dom de criar – forma de vida particularmente feliz. Persista neste sentido, mas, sobretudo, entregue-se a tudo o que vier. Quando o que vem é resultado de um apelo do seu ser, de qualquer necessidade, tome-o para o seu ativo e não lhe queira mal. É certo que as veredas da carne são difíceis, mas só o difícil nos interessa. Quase tudo o que é grave é difícil; e tudo é grave. Se conseguir reconhecê-lo, se chegar por si próprio, pelos seus dons inatos, pela sua natureza, pela sua experiência desde a infância, pela sua energia,, a criar um acordo entre si e a carne, acordo que seja bem seu, livre de convenções e de modas, – então não deve recear perder—e, ser indigno do seu bem mais valioso.