sábado, 29 de março de 2008

Morte em Vida

Á luas distantes do meu fim
O mundo tão louco, fora de si
As trevas reaparecem - estão bem aqui
A dor é a Morte, revivida por mim.

Vã busca pela sanidade
Minha inútil, estúpida procura
Eu só quero provar da liberdade
Mas só encontro a minha loucura

Minhas estrelas já caídas
No meu palco, luzes apagadas
A Morte é o qeu há, única saída
No meu mundo de sombras disfarçadas

As luas se passam, escuridão fica
Agora é frio, vazio, sombra - eu deslocada
Minha Morte - eternamente revivida
Um inferno de dor, tormento e nada.


J.A.Cabral 03/08

FLORBELA ESPANCA - LIVRO DAS MÁGOAS (fragmentos)

(...)

LÁGRIMAS OCULTAS

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era q'rida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

(...)

A MAIOR TORTURA

Sou a sombra profunda dos espaços
Eu sou a dor de um pobre enlouquecido
Ergo aos céus mudos meus braços
E o céu é sempre azul e sempre nudo.

À Terra não me prendem nenhuns laços
Perco-me em mim na dor de ter vivido!
E não tenho a doçura duns abraços
Que me façam sorrir de ter nascido!

Sou como tu, um cardo desprezado,
A urza que se pisa sob os pés,
Sou como tu, um riso desgraçado!

Mas a minha Tortura ainda é maior:
Não ser poeta, assim como tu és
Para falar assim da minha Dor!

(...)

PARA QUÊ?!

Tudo é vaidade neste mundo vão...
Tudo é tristeza, tudo é pó, é nada!
E mal desponta em nós a madrugada,
Vem logo a noite encher o coração!

Até o amor nos mente, essa canção
Que o nosso peito ri à gargalhada,
Flor que é nascida e logo desfolhada,
Pétalas que se pisam pelo chão!...

Beijos de amor! Pra quê?!... Tristes vaidades!
Sonhos que logo são realidades,
Que nos deixam a alma como morta!

Só neles acredita quem é louca!
Beijos de amor que vão de boca em boca,
Como pobres que vão de porta em porta!...

(...)

My Fear

Entre em meu coração
E o veja, para semrpe, sangrar;
Não importa o que faça,
Isso nunca irá parar.

Presa na minha armadilha
Sem esperanças, ou saída;
No fim, o feitiço se volta - ligeiro
- Contra o tolo feiticeiro

"Quero morrer!"
- grito eu em desespero
mas a vida já me foi tirada
E esse inferno é o meu medo.

J.A.Cabral 03/08

Eterna Mágoa - Augusto dos Anjos

O homem por sobre quem caiu a praga
Da tristeza do Mundo, o homem que é triste
Para todos os séculos existe
E nunca mais o seu pesar se apaga!

Não crê em nada, pois, nada há que traga
Consolo à Mágoa, a que só ele assiste.
Quer resistir, e quanto mais resiste
Mais se lhe aumenta e se lhe afunda a chaga.

Sabe que sofre, mas o que não sabe
E que essa mágoa infinda assim não cabe
Na sua vida, è que essa mágoa infinda

Transpõe a vida do seu corpo inerme;
E quando esse homem se transforma em verme
É essa mágoa que o acompanha ainda!

Degradação

As horas caminham mortas
Tantas noites desperdiçadas
Em sonhos e desejos vãos
Cada minuto é um século
Que vivo longe do céu
Cada segundo é a eternidade
Que encontro nesse inferno
Os tempos mudaram, mas a dor não
A vergonha ficou estampada
Manchando cada pedaço de mim
O sangue não purifica mais
Sacrifícios são apenas desperdícios
Levando à Morte os poucos vestígios
De bondade do meu coração.

J.A.Cabral 12/07

O diálogo que nunca terei

Olhares perdidos...distantes...

O que tanto te afliges
minha doce menina?
Conte-me neste instante!

São sombras...delírios...
Coisas que vos não posso explicar...
São trevas tão densas...profundas...
Que minh'alma querem levar...

Meu anjo não temas!
Eu te protegerei!

Já não me podes mais defender...
pois minha existência já abandonei...

Filha, minha querida,
deve haver uma saída!

Sinto muito, Oh meu pai....
mas tenho de pôr um fim a minha vida...


J.A.Cabral 03/08

Nada mais

A sombra se vive a vida
E nada além disso se faz
A vida é sonho e
Poesia - nada mais.

Você descobre a fantasia
A ilusão que se desfaz
Se inebria em alegria
Logo depois, sofre demais.

A vida é sonho e
Poesia, patética visão fugaz
Na escuridão do além
Se sonha a vida -
e nada mais.

J.A.Cabral 03/08

Nightwish - The Islander

An old man by a seashore
At the end of day
Gazes the horizon
With seawinds in his face
Tempest-tossed island
Seasons all the same
Anchorage unpainted
And a ship without a name

Sea without a shore for the banished one unheard
He lightens the beacon, light at the end of world
Showing the way lighting hope in their hearts
The ones on their travels homeward from afar

This is for long-forgotten
Light at the end of the world
Horizon crying
The tears he left behind long ago

The albatross is flying
Making him daydream
The time before he became
One of the world`s unseen
Princess in the tower
Children in the fields
Life gave him it all:
An island of the universe

Now his love`s a memory
A ghost in the fog
He sets the sails one last time
Saying farewell to the world
Anchor to the water
Seabed far below
Grass still in his feet
And a smile beneath his brow

This is for long-forgotten
Light at the end of the world
Horizon crying
The tears he left behind so long ago

So long ago

Nightwish - The Islander (tradução)

Um velho homem no litoral ao fim do dia
olha fixo ao horizonte com ventos do mar em seu rosto
Ilha tempestuosa
Estações todas iguais
Ancoragem sem registro
E o barco sem nome

Um mar sem um litoral
para um desconhecido banido
Ele acende o farol, luz na extremidade do mundo.
Mostrando o caminho para iluminar a esperança em seus corações
Esses que vieram de longe em suas jornadas para casa

Isso está a muito tempo esquecido
Luz no fim do mundo
Horizonte chorando
As lágrimas que ele deixou pra trás a muito tempo

O albatroz está voando fazendo dele um sonho
No tempo antes dele tornou-se
um dos mundos não vistos
Princesa na torre
Crianças no campo
A vida deu tudo a ele
Uma ilha do universo

Oh, agora seu amor é uma lembrança
Um fantasma na névoa
Ele arma as velas uma ultima vez
Dizendo adeus para o mundo
Âncora na água
O leito do mar longe abaixo
Grama ainda nos seus pés
E com um sorriso abaixo da testa

Isso está a muito tempo esquecido
Luz no fim do mundo
Horizonte chorando
As lágrimas que ele deixou pra trás há muito tempo

Há muito tempo

Answers to my sins

An angelface smiles to me
Only a scent of beauty left behind
That smile used to give me warmth.
I'll never understand the meaning of the right

I'm all alone here
Beside the cross on your grave
There's a sacred place razel keep safe.
Farewell - no more words to say.

What's left around me?
...it's all so strange...
I know the way that I falter
To mend the pieces of my heart.

It`s time to turn back time
The night you left with a kiss so kind
You give me all but the reason why.
All of my questions are answers to my sins

All of my endings are waiting to begin.
things I thought I put behind me
haunt my mind preaching my blame.
I just know there's no escape now.
I'll never understand of the right.

J.A.Cabral 06/07

Memórias

Sobrevoando memórias
Pensamento te mantem intocavel
Distante
Mas não longe o bastante
Para minha saudade
Deixar de senti-lo
Separados por séculos
Eternidade
Sombras do paraíso inexistente
Onde moram os Anjos
Você brinca com flores
Meu céu é uma metáfora
Minha vida é irreal
Ausência
Sentimentos vãos
Vento distorce palavras
Inúteis, você não as ouve
Passado quebrado
Pedaços dos sonhos perdidos
Submersos em medo
Perdida
Luz que mantém a verdade
Segredos antigos revelam-se
Na escuridão do futuro
Sinfonia do acaso
Vagando noites tempestuosas
Sozinha sigo
Nessa longa espera
Pelo dia em que irei
te reencontrar.

J.A.Cabral 04/07

terça-feira, 25 de março de 2008

Poeta das tragédias celestes


Poeta das tragédias celestes
Roubando a beleza da floresta negra
Escreve no vento com o sangue da tempestade
Onde sua composição será tocada
E a perfeição cegará seus sentimentos

Poeta das tragédias celestes
Correndo pelos desertos gelados
Montanhas brancas de neve e horror
Onde um cisne voa para a ilusão
E o escuro canta para o medo dormir

Poeta das tragédias celestes
Navegando pelos oceanos desconhecidos
Cercado pela luz dos olhos da Noite
Onde um oásis seca diante de uma rosa
E as horas são devaneios eternos

Ao poeta
É dedicado o momento da aurora
O canto do rouxinol e o desabrochar dos lírios
Ao poeta
É destinada a beleza da madrugada
O brilho das estrelas e as ondas negras do mar
Ao poeta
Pertence a luz da imaginação
Abençoada no princípio da eternidade
Pois cabe ao poeta, a ele apenas
Anunciar as tragédias dos céus.


J.A.Cabral 01/07

Sensorium (tradução)Epica


Não existe chance
Mas o caminho da vida não étotalmente predestinado assim
E o tempo e a cronologia nos mostram
Como tudo deve ser
Nos meios de existência
Para encontrar o porque de estarmos aqui
Ser consciente é um tormento

O mais que aprendemos é o menos que temos
Toda resposta contém uma nova busca
Uma busca para a não existência,uma jornada sem fim
Ninguém enxerga o todo

Focando-se em coisas tão pequenas
Mas o objetivo da vida é fazer com que tenha sentido
Apenas procurando por isto
Este que não existe
Apesar de nossa habilidade de relativarpermanecer obscura
Não tenho medo de morrer

Tenho medo de viver sem estar ciente disso
Tenho tanto medo que, não consigo agüentar para

Gastar toda minha energia em coisas
Que não importam mais
Nosso futuro já foi escrito por nós próprios

Mas nós não captamos o sentido
De nosso programado curso de vida
Nosso futuro já foi gasto por nós próprios
E nós apenas deixamos acontecerE não nos preocupamos afinal
Nós apenas tememos o que vem

E cheiramos a morte todo dia
Procure pelas respostas que estão além

Nightwish - Eva (Tradução)

6:30 de uma manhã de inverno.

A neve continua caindo, silencioso amanhecer

Uma rosa por outro nome

Eva deixa sua casa no ribeiro do cisne

Um amavel coração que sempre me deixou envergonhado de mim mesmo

Ela caminha sozinha mas não sem seu nome


Eva voa longe

Sonha com um mundo longe

Neste cruel jogo infantil não há amigos para chamar seu nome

Eva navega para longe

Sonha com um mundo longe

A bondade no coração dela será meu campo de girassóis.


Zombado pelo homem nas profundezas da vergonha

Pequena criança com toda vida pela frente

Por uma memoria de uma palavra gentil ela ficaria junto às bestas


Hora para uma sonho mais ousado

Antes de sua fuga, raios de luz do paraiso

Nos matamos com seu proprio amavel coracão


Eva voa longeSonha com um mundo longe

Neste cruel jogo infantil não há amigos para chamar seu nome

Eva navega para longe

Sonha com um mundo longe

A bondade no coração dela será meu campo de girassóis.

Olavo Bilac - Dualismo

Não és bom, nem és mau: és triste e humano...
Vives ansiando, em maldições e preces,
Como se,a arder, no coração tivesses
O tumulto e o clamor de um largo oceano.

Pobre, no bem como no mal, padeces;
E, rolando num vórtice vesano,
Oscilas entre a crença e o desengano,
Entre esperanças e desinteresses.

Capaz de horrores e de ações sublimes,
Não ficas das virtudes satisfeito,
Nem te arrependes, infeliz, dos crimes:

E, no perpétuo ideal que te devora,
Residem juntamenteno teu peito
Um demônio que ruge e um deus que chora.

Criança esquecida

Um bebê deixado a porta
De uma igreja distante
Onde as velas ardiam
Em chamas fulgurantes

Fruto de ações levianas
Abandonado ao léu
Sem ver ao menos o rosto
Despediu-se do céu

Do orfanato, fugiu
Do mundo fez seu lar
Não tinha uma família
Vivia nas ruas, a vagar

Uma criança esquecida
Não sabiam seu nome
Não tinha um nome
Apenas vagava, perdida

Dias escuros ele viveu
Na tempestade, vagava
Noite fria, sem estrelas
Apenas o vento lhe guiava

Na rua viveu
Por muito tempo
Conheceu pessoas
De bom e mau comportamento

Sozinho seguia
Não precisava de ajuda
Mas trazia no coração
Uma dor aguda

Era Solidão
Não queria amigos,não precisava deles
Mas a dor aumentava
Em seu coração

Tentou não pensar
Na dor que não sara
Na alma em feridas
Que a solidão a tornara

Triste caminhava na cidade
Aprendeu a viver com dor
Cultivou a tristeza
Escondeu o amor

Seus olhos não tinham brilho
Sua alma não tinha mais cor
Perdeu a esperança
Da vida sem dor

Consumia o espirito
A forte agonia
Outro dia infeliz
Para ele nascia

Na madrugada de outubro
Foi quando a Morte procurou
Queria um fim para dor
E ela não o negou

E na manhã que nascia
Ninguém jamais viu
No mar de ondas tristes
Quando o corpo caiu

Sem nome ele morreu
Junto as estrelas está a brilhar
Sua alma foi para o céu
Seu corpo ainda jaz no mar.

J.A.Cabral 12/06

Tarja Turunen - Lost Northern Star

Reza a lenda que quando o sofrimento se sobrepor à felicidade
A estrela do extremo norte se apaga e cai na Terra
Onde tu se tornas um homem
Uma pessoa sozinha pode ajudar
Eu sou aquele que deixa sombras em seu quarto à noite
Eu sou a razão de você estar ouvindo enquanto abre os olhos
Quando Pan encontrar Apolo o pecado se acabará
Eles enviarão lágrimas de anjos, embora a gentileza não reinará

Estrela Perdida do Extremo Norte
Enterrada em mágoa, eu protejerei sua mente.
Deixe que os demônios uivem lá fora.

Quando os campos calmos de neve e o céu se tornarem um só
Eu estarei lá: Estou esperando conforme o tempo passa
Eu o manipulo para encaixa-lo a sua vontade
Chuva cai com desejos, do aço constrói graça

Estrela Perdida do Extremo Norte
Enterrada em mágoa, eu protejerei sua mente.
Deixe que os demônios uivem lá fora.

Minha alma queima
Deixando flocos de sonhos em seu caminho
Pintando quadros para ajudá-lo a cada dia
Ainda que você não saiba que eu estou lá.

Estrela Perdida do Extremo Norte
Enterrada em mágoa, eu protejerei sua mente.
Deixe que os demônios uivem lá fora.
Minha alma queima

Asas negras

Eu posso sentir o começo da noite
Chegando lentamente dentro de mim
Eu posso sentir o mar escuro
Refletindo as profundezas meu mundo
Eu posso sentir os Anjos da dor
Decendo com suas asas negras

Eu não posso me separar dessa vida
Eu não posso compreender isso
Mesmo juntando todos os pedaços
Mesmo com tudo o que eu vi
Eu não posso me sentir melhor
Eu não posso te perder assim.

Eu poderia deixar tudo para trás
Como o sol faz a cada fim de tarde
Eu poderia deixar o passado
Como uma canção é apagada da memória
Eu poderia deixar morrer
Lentamente essas lembraças dolorosas

Mas eu não posso me separar dessa vida
Eu não posso fugir de tudo isso
Mesmo com tudo o que eu vi
Mesmo juntando todos os pedaços
Eu não posso esquecer, não posso
Eu não posso te perder assim.

J.A.Cabral 07/07

Círculo de remorsos

Dentro de um vício
Um ciclo, um círculo
Um círculo vicioso
Um círculo de remorsos
Meu passado, meus remorsos
Todos os meus remorsos
Não podem ser medidos
Eu não quero esse sentimento
Estas lágrimas frias
Caem em mim, em mim
Essa dor é real demais
para eu deixar de senti-la

Então crucifique-se mais
E faça com que isso pare

Eu preciso de muito mais
Mais do que posso ter
Mas agora o que eu quero
É acabar de vez com isso
Tudo o que eu quero é quebrar
Meu círculo de remorsos
Círculo de remorsos
Existe alguma solução?

Faça-me compreender a lição
Eu quero encontrar o caminho
para escapar...
para ir embora...
Essa dor é real demais
Para eu deixar de senti-la

Então crucifique-se mais
Sacrifique-se mais
E faça o ciclo parar
Círculo de remorsos.

J.A.Cabral 12/07

Carta de suicídio XIV

Na calada da noite
O canto eterno
Da morte infame
Do lindo e do belo

Estrelas transparentes
Feitas da luz celestial
Na morte o encanto
De um triste final

Poesia mórbida
Feita na noite sombria
Só queria ver ao menos
Outra vez a luz do dia

Nada mais resta
Apenas a prece final
Infinitos desejos perdidos
D'uma alma vencida pelo mal

J.A.Cabral 11/07

Nightwish - While Your Lips Are Still Red

Sweet little words made for silence
Not talk
Young heart for love
Not heartache
Dark hair for catching the wind
Not to veil the sight of a cold world

Kiss while your lips are still red
While he`s still silent
Rest while bosom is still untouched, unveiled
Hold another hand while the hand`s still without a tool
Drown into eyes while they`re still blind
Love while the night still hides the withering dawn

First day of love never comes back
A passionate hour`s never a wasted one
The violin, the poet`s hand,
Every thawing heart plays your theme with care

Kiss while your lips are still red
While he`s still silent
Rest while bosom is still untouched, unveiled
Hold another hand while the hand`s still without a tool
Brown into eyes while they`re still blind
Love while the night still hides the withering dawn


While Your Lips Are Still Red - tradução


Doces palavras fazem o silêncio
Não tão jovens, coração apaixonado, coração ainda não machucado
O cabelo negro cai, pego pelo vento
Iluminando o caminho, a visão de um mundo gelado

Beije-a,
Enquanto Seus Lábios Ainda Estiverem Vermelhos
Enquanto ela ainda estiver em silêncio
Enquanto a flor em botão ainda não tiver sido tocada
Revelada em outra mão
Enquanto a mão ainda está sem uma ferramenta
Se afogue nos olhos enquanto eles ainda estão cegos
Ame enquanto a noite ainda esconde o amanhecer.


Primeiro dia do amor nunca volta
Compaixão, seu poder nunca é gasto em vão
O violino, a mão do poeta
O coração derretido toca seu tema com cuidado

Beije-a,
Enquanto Seus Lábios Ainda Estiverem Vermelhos
Enquanto ela ainda estiver em silencio
Enquanto a flor em botão ainda não tiver sido tocada
Revelada em outra mão
Enquanto a mão ainda está sem uma ferramenta
Se afogue nos olhos enquanto eles ainda estão cegos
Ame enquanto a noite ainda esconde o amanhecer.

HIM - Under The Rose (tradução)

Eu sonho com o Inverno do meu coração se tornando Primavera
Enquanto o Gelo abre caminho sob meus pés
E então me afogo com o Sol

Venho queimando em água e me afogando em chamas
Para provar que está errado e o manter distante
Eu admito minha derrota e quero de volta minha casa em seu coração
Sob a rosa

Eu abro meus olhos com um suspiro de alívio
Enquanto o calor da luz do Sol de verão dança ao meu redor
E vejo você com folhas mortas em suas mãos

Venho queimando em água e me afogando em chamas
Para provar que está errado e o manter distante
Eu admito minha derrota e quero de volta minha casa em seu coração
Sob a rosa
Desilusão e dor
rondão meu coração.
Palavras cruéis
ditas em horas erradas
zumbem em meus ouvidos,
como as abelhas
a procura do polén
das mais belas flores
na primavera.

O sofrimento e a angústia
tomam conta de meu ser
a cada noite em claro que passo,
sozinha
com meus pensamentos insanos.

Isso que sinto uma dor inexplicável.
Irreal.
Não sei de onde vem.
Sei que consome todo meu ser.

Sinto-me como o urso
antes de hibernar.
Cansada, sozinha, vazia.

A realidade e as falsas esperanças
estão consumindo minhas forças.
As poucas que ainda me restam.

Andei por trilhar
o caminho das trevas.
Perdi-me da luz
que tinha desde criança.
Minha estrela some agora no céu.

O céu está negro.
O vento forte.
Está muito frio.

Cansada, sozinha e com medo.

Procuro tua luz.
Não a encontro.
Tu não estás mais comigo.
Ficaste preso
em algum lugar do passado.

A lua surge no céu.
Brilhando de uma forma diferente.
O vento diminui.
Só espero ver-te novamente.

J.A.Cabral 04/04

Forever Slave - Tristeza

In this time remember me
I miss your hands on my skin
Don't you remember me?
Promises and lost dreams

Two spirits come to me
My death, I could see it

Don't control my Tristeza
Give me my life, again
This sorrow is infinite
I don't want this world

My life is illusion for me
This time brings me fear
I saw blood in the ground
These wounds don't die

Two spirits come to me
My life was dark

That night of winter
A new world was born

Don't control my Tristeza
Give me my life, again
This sorrow is infinite
I don't want this world



Forever Slave - Tristeza (tradução)


Nessa hora lembre-se de mim
Perco as suas mãos na minha pele
Você não se lembra de mim?
Promessas e sonhos perdidos

Dois espíritos vêm a mim
Minha morte, eu posso ver

Não controle minha Tristeza
Dê-me minha vida outra vez
Esta tristeza é infinita
Eu não quero este mundo

Minha vida é uma ilusão para mim
Essa hora me traz medo
Via sangue no chão
Estas ferida não morrem

Dois espíritos vêm a mim
Minha vida era escura


Nessa noite de inverno
Um mundo novo nascia

Não controle minha Tristeza
Dê-me minha vida, outra vez
Esta tristeza é infinita
E eu não quero este mundo


segunda-feira, 24 de março de 2008

Deep Silent Complete

Guarda o rancor
Esconde a tristeza
Para que sofras
No completo silêncio.

"O mundo não é justo."
E tu tão cedo provastes
cruelmente desta máxima
A conheces como ninguém.

Contudo não permitas
Que teu ódio torne-se
Maior que teus sonhos
Que a tua esperança.

Guarda o ressentimento
Esconde o medo
Abandona a dor
No completo silêncio

J.A.Cabral 03/08

Minha Destruição

Sou uma lagarta, pronta para virar borboleta...

Sou a menina, pronta para virar mulher...

Sou a paixão, pronta para virar amor...

Sou a prisioneira de mim mesma, pronta para se libertar da minha própria escuridão...

Sou minha própria inimiga, pronta para me autodestruir...

Minha estranha maneira de viver;

Colide com a minha seriedade;

Meu coração quer me libertar;

A minha alma presa nas desilusões;

Minha mente me prende, e me faz afundar cada vez mais...

Ah, como queria ser minha própria salvação;

Como queria me auto elevar ao divino;

Como queria ser pura...

Como queria saber gostar do tão simples;

Como queria que o amor só me sustentasse.

Como queria que as mentiras não fossem lanças;

E as ilusões não fossem adagas...

Que perfuram a alma;

E ferem o coração;

Com feridas incuráveis...

Meu destino se fecha contra a parede de dor;

Desfaz-se no céu de sofrimento;

Acaba-se aqui;

No ponto final desse poema (se isso se pode considerar um poema);

O meu fim chegará.

virei a borboleta que tanto desejava;

Já virei a mulher que tanto esperava;

Mas não consegui ver o amor ou me libertar;

Mas virei minha própria inimiga;

E, acabei de escrever o meu fim.


Cornny Chang 05/01/08

Lacuna Coil - Without Fear

Se em um homem fraco

novas respostas demoram a aparecer

Invisível, distante

é inevitável

inevitável acordar

Dentro de mim não há nada

Além desta fé imóvel, nada

Aqui estou

Entrego-me a você

Sem medo

Distâncias invisíveis

é inevitável

elas sempre lembrarão um adeus



Um sonho num sonho - Edgar Allan Poe



Este beijo em tua fronte de ponho!
Vou partir.Em bem pode, quem parte,
Francamente aqui vir confessar-te
Que bastante razão tinhas, quando
Comparaste meus dias a um sonho.
Se a esperança se vai, esvoaçando,
Que me importa se é noite ou se é dia...
Entre real e visão fugidia?
De maneira qualquer fugiria.
O que vejo, o que sou e suponho
Não é mais do que um sonho num sonho
Fico em meio ao clamor,
Que se alteia de uma praia,
Que a vaga tortura.
Minha mão grãos de areia segura
Com bem força, que é de ouro essa areia.
São tão poucos!
Mas fogem-me, pelos dedos para a profunda água escura.
Os meus olhos se inundam de pranto.
Oh!Meu Deus!E não posso retê-los,
Se os aperto na mão, tanto e tanto?
Ah!Meu Deus!E não posso salvar um ao menos da fúria do mar?
Que vejo, o que sou e suponho
Será apenas um sonho num sonho?

Último julgamento

Quando se é ensinado pelos sentimentos
Tendo a razão suplantada pela inglória
E alma ferida pelo esmorecimento
O amor se torna algo mortal
E só é capaz de gerar sofrimento.

Não há como limpar tudo isso
O erro cometido é tão grande
Imenso como a culpa que carrego
Não há nada a se fazer, não mais
É um castigo pior que morrer.

Veja a vergonha, leia a derrota:
Esse é o poema de uma condenada
A carta sem destino ou remetente
Esses são os últimos versos de uma condenada
Escritos com o sangue d'uma inconseqüente.

Solidão para sempre
Abraço esse momento
Solidão para sempre
É a sentença eterna
Do Último julgamento.

J.A.Cabral 12/07

Where Angels Fall - Lose Yourself In Me (tradução)




Siga-me pelos dias chuvosos

A noite cai rapidamente
A luz da lua brilhando luminosa esta noite


Perca-se em mim e você verá

Como será a vida
Se você se for

Então nunca saberá


Ouvindo o silencio

Olhando, esperando
Permanecendo, deitando, vivendo, morrendo


Procurando um fim enquanto

Sua alma está queimando
Procurando por uma luz

Quando sua alma está retornando


Pensando pensamentos tentadores em vão
Vida e luz na solidão

É o que você confessa


Perca-se em mim e você verá

Como será a vida

Se você se for

Então nunca saberá


Sonhando sem dormir

Não me acorde

Deixe-me ser levada pela noite

Deixe-me ser levada pela noite


Perca-se em mim e somente você verá

Como será a vida

Segredos ainda não revelados

Esperando serem revelados lentamente



Within Me

Interiormente machucada
Como conviver com isso
é o que estou tentando aprender

Crucificação diária
a dor mais insana
queimando dentro de mim

Profundamente abalada
Cansada de tanto tormento
só encontro sofrimento

A sombra da vida que tive
Se perde dolorosamente no tempo
O que resta agora é só desalento

A esperança já se foi
Para mim, o ódio é força
No meu mundo que desaba

Quero a Morte!Nada mais
Só um fim para tanta agonia
Mas a única coisa que encontro
É outro maldito dia.


J.A.Cabral 03/08

Arthur Rimbaud - A Eternidade

De novo me invade.
Quem? É A Eternidade.
É o mar que se vai
Como o sol que cai.

Alma sentinela,
Ensina-me o jogo
Da noite que gela
E do dia em fogo.

Das lides humanas,
Das palmas e vaias,
Já te desenganas
E no ar te espraias.

De outra nenhuma,
Brasas de cetim,
O Dever se esfuma
Sem dizer: enfim.

Lá não há esperan?a
E não há futuro.
Ciência e paciência,
Suplício seguro.

De novo me invade.
Quem? É A Eternidade.
É o mar que se vai
Com o sol que cai.

Cruz e Sousa - O assinalado/ O grande Sonho

Tu és louco da imortal loucura,
o louco da loucura mais suprema.
A terra é sempre a tua negra algema,
prende-te nela a extrema Desventura.

Mas essa mesma algema de amargura,
mas essa mesma Desventura extrema
faz que tu'alma suplicando gema
e rebente em estrelas de ternura.

Tu és o Poeta, o grande Assinalado
que povoas o mundo despovoado,
de belezas eternas, pouco a pouco.

Na Natureza prodigiosa e rica
toda a audácia dos nervos justifica
os teus espamos imortais de louco!

Cruz e Sousa - O grande sonho

Sonho profundo, ó sonho doloroso,
Doloroso e profundo sentimento!
Vai, vai nas harpas trêmulas do vento
Chorar o teu mistério tenenbroso.

Sobe dos astros ao clarão radioso,
Aos leves fluidos do luar nevoento
Às urnas de cristal do firmamento,
Ó velho sonho amargo e majestoso!

Sobe às estrelas rútilas e finas,
Brancas e virginais eucarísticas,
De onde uma luz de eterna paz escorre.

Nessa amplidão das amplidões austeras
Chora o sonho profundo das esferas,
Que azuis melancólicas morre...

Acerto de contas

Eu procurei pela angústia
Da Verdade mais insana
Eu trouxe a tona
Todos os segredos
Dos Grandes Mestres
Agora é hora de prestar
As contas da minha derrota

Afogando-me em chamas
Queimando-me na água
Os Infernos congelaram
As dores triplicaram
Castigos têm de ser pagos
E eu não posso negá-los

O preço da Justiça
Corta em pedaços
Almas muito mais fortes
Não agüentaram tamanha dor
Eu procurei pelos tormentos
E agora todos eles querem
Uma parte do meu sacrifício

E agora eu estou
Afogando-me em chamas
Queimando-me na água
Os Infernos congelaram
As dores triplicaram
O preço tem de ser pago
E eu não posso negá-lo
Não posso negá-lo.

J.A.Cabral 12/07

Trevas - Lord Byron

Eu tive um sonho que não era em tudo um sonho
O sol esplêndido extinguira-se, e as estrelas
Vaguejavam escuras pelo espaço eterno,
Sem raios nem roteiro, e a enregelada terra
Girava cega e negrejante no ar sem lua;
Veio e foi-se a manhã - veio e não trouxe o dia;
E os homens esqueceram as paixões, no horror
Dessa desolação; e os corações esfriaram
Numa prece egoísta que implorava luz:
E eles viviam ao redor do fogo; e os tronos,
Os palácios dos reis coroados, as cabanas,
As moradas, enfim, do gênero que fosse,
Em chamas davam luz; cidades consumiam-se
E os homens se juntavam juntos às casas ígneas
Para ainda uma vez olhar o rosto um do outro;
Felizes quanto residiam bem à vista
dos vulcões e de sua tocha montanhosa;
Expectativa apavorada era a do mundo;
queimavam-se as floresta - mas de hora em hora
Tombavam, desfaziam-se - e, estralando, os troncos
Findavam num estrondo - e tudo era negror.
À luz desesperante a fronte dos humanos
Tinha um aspecto não terreno, se espasmódicos
Neles batiam os clarões; alguns, por terra,
Escondiam chorando os olhos,; apoiavam
Outros o queixo às mãos fechadas, e sorriam;
Muitos corriam para cá e para lá,
Alimentando a pira, e a vista levantavam
Com doida inquietação para o trevoso céu
A mortalha de um mundo extinto; e então de novo
Com maldições olhavam a poeira, e uivavam,
Rangendo os dentes; e aves bravas davam gritos
E cheias de terror voejavam junto ao solo,
Batendo asas inúteis; as mais rudes feras
Chegavam mansas e a tremer; rojavam víboras,
E entrelaçavam-se por entre a multidão,
Silvando, mas sem presas - e eram devoradas.
E fartava-se a Guerra que cessara um tempo,
E qualquer refeição comprava-se com sangue;
E cada um sentava-se isolado e torvo,
Empanturrando-se no escuro; o amor findara;
A terra era uma idéia só - e era a de morte
Imediata e inglória; e se cevava o mal
Da fome em todas as entranhas; e morriam
Os homens, insepultos sua carne e ossos;
Os magros pelos magros eram devorados,
Os cães salteavam os seus donos, exceto um,
Que se mantinha fiel a um corpo, e conservava
Em guarda as bestas e aves e os famintos homens,
Até a fome os levar, ou os que caíam mortos
Atraírem seus dentes; ele não comia,
Mas com um gemido comovente e longo, e um grito
Rápido e desolado, e relambendo a mão
Que já não o agradava em paga - ele morreu.
Finou-se a multidão de fome, aos poucos; dois,
Porém, de uma cidade enorme resistiram,
Dois inimigos, que vieram encontrar-se
Junto às brasas agonizantes de um altar
Onde se haviam empilhado coisas santas
Para um uso profano; eles as revolveram
E trêmulos rasparam, com as mão esqueléticas,
As débeis cinzas, e com um débil assoprar
Para viver um nada, ergueram uma chama
Que não passava de um arremedo; então alcançaram
Os olhos quando ela se fez mais viva, e espiaram
O rosto um do outro - ao ver, gritaram e morreram
- Morreram de sua própria e mútua hediondez,
Sem um reconhecer o outro em cuja fronte
Grafara a fome "diabo". O mundo se esvaziara,
O populoso e forte era um informe massa,
Sem estações nem árvore, erva, homem, vida,
Massa informe de morte - um caos de argila dura.
Pararam lagos, rios, oceanos: nada
Mexia em suas profundezas silenciosas;
Sem marujos, no mar as naus apodreciam,
Caindo os mastros aos pedaços; e, ao caírem,
Dormiam nos abismos sem fazer mareta,
Mortas as ondas, e as marés na sepultura,
Que já findara sua lua senhoril.
Os ventos feneceram no ar inerte, e as nuvens
Tiveram fim; a Escuridão não precisava
De seu auxílio - as Trevas eram o Universo.

The Gathering - In Power We Entrust The Love Advocated (tradução)

Viajar em asas de prata
Por essa tempestade
Que sorte o amor pode trazer
De volta aos meus braços
O amor anterior dos anos dourados
Eu estou incapacitada por medos em relação a que rumo tomar,
Pois, agora que as rodas estão girando,
Eu encontro minha fé me abandonando

Esta noite está cheia de choros de
Crianças desprovidas em busca do Paraíso
Um vestígio do não resolvido que,
Imaginado, faz mover um cata-vento
Eu estou incapacitada por medos em relação a que rumo tomar,
Quando a memória serve de testemunha
Para a inocência, consumida na raiva mortal!

O caminho se encontra em nosso amor;
Pode não haver outros caminhos para o fim,
Ou chaves para o meu coração...
Você nunca encontrará.
Você nunca encontrará...



sábado, 22 de março de 2008

O universo segue seu curso
sua evolução acontece lentamente
atraves de Eras que se repetem
em grandes espaços de tempo

Círculos de acontecimentos
viciosos e contínuos

quem ousará quebrar a corrente?

de tempos em tempos aparece
quem consegue ou pelo menos tenta
alguem que já conhece as respostas
e sabe que só os grande desejos
são capazes de mudar o mundo

contudo
quem se arrisca a alterar o futuro
sabe também que terá de enfrentar
o medo de não alcançar seus objetivos
e ainda falhar com toda a humanidade.

Lacuna Coil - Enjoy the Silence (Depeche Mode cover)

Palavras como violência
Quebram o silêncio
E vem se chocar com
O meu pequeno mundo
É doloroso para mim
Elas penetram em mim
Você nunca poderia compreender
Minha garotinha

Tudo o que eu sempre quis
Tudo o que eu sempre precisei
Está aqui em meus braços
Palavras são desnecessárias
Elas só nos causam desgostos

Promessas são feitas
Para serem quebradas
Sentimentos são intensos
Palavras são triviais
Prazeres ficam
Então nos causam desgostos
Palavras são sem sentido
E são esquecíveis

Tudo o que eu sempre quis
Tudo o que eu sempre precisei
Está aqui em meus braços
Palavras são desnecessárias
Elas só nos causam desgostos

Aprecie o silêncio

segunda-feira, 17 de março de 2008

Lacuna Coil - Senzafine




Scorre lento il mio tempo
Che scivola sul velo della mia pelle nuda
Se oltrepassassi il confine che mi hai dato
Forse io non sarei qui
Da adesso ormai che senso ha
Cercare di abbracciare un passato più puro
Guardando avanti rischierò
Ma riesco a rispondere ai miei perché

Tutto ciò che sarai
Era già stato scritto
Se davvero esiste
Questo dio ha fallito
Ogni parola pronunciata
Sarà lo specchio del tuo dolore
Riflette la colpa
Alimenta l'odio

Madre
Il mio destino scelgo
Madre
Se riesco a resistere

Sono ancora in piedi in questo istante di pura follia
Non so più se desiderare il bene o il male
Anche se il peccato forse più mi dà
Da adesso ormai che senso ha

Opporre resistenza a un destino segnato
Non resterò a guardare senza
Riuscire a resisterti
Risvegliarmi

Madre
Il mio destino scelgo
Madre
Se riesco a resistere
Risvegliami
Non c'è scelta senza me
Non c'è vita senza me

Cecília Meireles - Cânticos (fragmentos)


Dize:
O vento do meu espírito
Soprou sobre a vida.
E tudo que era efêmero
se desfez.
E ficaste só tu, que és eterno...


II

Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontens...
Não queira ser o amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens.
Em todas as existências.
Em todas as mortes.
E sabe que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade.
És Tu.

III

Não digas onde acaba o dia.
Onde começa a noite.
Não fales palavras vãs.
As palavras do mundo.
Não digas onde começa a Terra,
Onde termina o céu
Não digas até onde és tu.
Não digas desde onde és Deus.
Não fales palavras vãs.
Desfaze-te da vaidade triste de falar.
Pensa,completamente silencioso,
Até a glória de ficar silencioso,
Sem pensar.

IV

Adormece o teu corpo com a música da vida.
Encanta-te.
Esquece-te.
Tem por volúpia a dispersão.
Não queiras ser tu.
Quere ser a alma infinita de tudo.
Troca o teu curto sonho humano
Pelo sonho imortal.
O único.
Vence a misériade ter medo.
Troca-te pelo Desconhecido.
Não vês, então, que ele é maior?
Não vês que ele não tem fim?
Não vês que ele é tu mesmo?
Tu que andas esquecido de ti?

VI

Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.

E então serás eterno.

VIII

Não digas: "o mundo é belo"
Quando foi que viste o mundo?
Não digas: "o amor é triste"
Que é que tu conheces do amor?
Não digas: "a vida é rápida"
Como foi que medistes a vida?
Não digas: "eu sofro"
Que é que dentro de ti és tu ?
Que foi que te ensinaram
Que era sofrer?

IX

Os teus ouvidos estão enganados.
E os teus olhos.
E as tuas mãos.
E a tua boca anda mentindo
Enganada pelos teus sentidos.
Faze silêncio no teu corpo
E escuta-te.
Há uma verdade silenciosa dentro de ti.
A verdade sem palavras
Que procuras inutilmente,
Há tanto tempo,
Pelo teu corpo, que enloqueceu.

XII

Não fales as palavras dos homens.
Palavras com vida humana.
Que nascem, que crescem, que morrem.
Faze a tua palavra perfeita.
Dize somente coisas eternas.
Vive em todos os tempos
Pela tua voz.
Sê o que o ouvido nunca esquece.
Repete-se para sempre.
Em todos os corações.
Em todos os mundos.

XIV

Eles virão oferecer o ouro da Terra.
E tu dirás que não.
A beleza.
E tu dirás que não.
O amor.
E tu dirás que não, para sempre.
Eles te oferecerão o outro d'além Terra.
E tu dirás sempre o mesmo.
Porque tu tens o segredo de tudo.
E sabes que o único bem é o teu.

XVI

Tu ouvirás esta linguagem,
Simples,
Serena,
Difícil.
Terás un encanto triste.
Como os que vão morrer,
Sabendo o dia...
Mas intimamente
Quererás esta morte,
Sentindo-a maior que a vida.

XXIII

Não faças de ti
Um sonho a realizar.
Vai
Sem caminho marcado.
Tu és o de todos os caminhos.
Sê apenas uma presença silenciosa.
Todas as coisas esperam a luz,
Sem dizerem que a esperam.
Sem saberem que existe.
Todas as coisas esperão por ti,
Sem te falarem.
Sem lhes falares.

Vão sacrifício

Destino...Quem se importa?...
Enquanto ele se volta...
Braços dados com a escuridão.

Passado recordado...
Enquanto meus pecados...
Despedação meu coração.

Presente...destruído...
Enquanto eu, caído...
Tento erguer me do chão.

Futuro não existe...
Enquanto ele insiste...
Em trazer me a solidão.

A vida torna-se escassa...
Enquanto tudo não passa...
De um sacrifício vão.

J.A.Cabral 05/07

A Martir é aquela Samaritana
sentada a beira de um poço,
no meio do deserto, oferecendo
água a todo viajante sedento
que fatigado pela longa jornada
vem a ter com ela.

Ela sacia a sede e
lhe dá descanso
junto a sombra de sua tenda.

Ela ouve suas histórias e
as vezes acaba contando
as suas próprias.

Ela os ajuda e faz tudo
pelo bem dos peregrinos
que cruzam seu caminho.

E se algum dia a água
do seu poço acabar
ela será capaz de dar
o próprio sangue
para assim saciar a sede
dos aflitos que cruzam
o deserto da vida.

J.A.Cabral 02/08



Quando apago as luzes
ela vem conversar comigo...
Sua voz melancólica
Sussurando em meus ouvidos...
Doce veneno
que inebria a memória...
Morte lenta
porém, cautelosa...
Sonhos com ela?
Eu já nem tenho mais...
Não durmo à dias
porém, tanto faz...
Afinal eu já sei
que quando dormir
Será para sempre...
E pelo seu reino gélido
vagarei eternamente...
Colherei seus lírios negros,
Cantarei sua canção mórbida,
Nada espero, apenas rezo
pelo fim
mas sem demora.

J.A.Cabral 06/06

Sangue Inocente (paranóia)

Um pouco mais de dor
Para lavar a Alma
Do Sangue Inocente
Rubro em minhas mãos
Que seja agora ou depois
Não há mais saída
Não é paranóia
Há sangue em minhas mãos

"Você vive para ser feliz"
Foi o que me disseram
E eu, tola, acreditei
Fiz todos os encantamentos
Ouvi todos os ensinamentos
E para realizar todos os desejos
Muitas vidas sacrifiquei.

Agora isso não mais importa
Mais um pouco de dor
Para lavar e levar embora
Esse Sangue Inocente
Rubro em minhas mãos.

Que não seja depois, seja Agora!
Pois não há saída, sem escapatória
É a Verdade, não é paranóia
Há Sangue Inocente
Queimando em minhas mãos.

J.A.Cabral 12/07

Assassino

"A gente sempre destrói aquilo que mais ama
em campo aberto, ou numa emboscada;
alguns com a leveza de um carinho
outros com a dureza de uma palavra;
os covardes destroem com um beijo,
os valentes, destroem com a espada."
Oscar Wilde



Espelhos refletem pecados
Orgulho mata aos poucos
Olhos que não enxergam mais nada
Apenas o som d'um grito rouco

Falso sentimento de segurança
Marcas profundas de solidão
Não posso mais esconder
O sangue em minhas mãos

Realidade é uma sombra
O justo destino para uma mentira
A memória de uma palavra gentil
Despedaçada em ira

Sonhos que se perderam
O tempo que se esqueceu
Como é difícil de acreditar
Que seu assassino sou eu

J.A.Cabral 06/07

Noite no Éden

Uma Noite de Trevas no Éden
O Anjo das Tragédias transpassa
A Espada com sangue de Todos os Santos
Seiva para as Flores que brotam

No cenário perfeito
Na mais bela paisagem
Os mistérios dos séculos
Todos sem um significado

Junte-se ao anjo
Abrace o caído
Mais uma vez, apenas
Mais uma vez para salva-lo
Da merencória do Éden
E como um pássaro negro - voe
Para sempre e todo sempre

Uma Noite de Trevas no Éden
O Anjo do passado traz átona
Sofrimentos de vidas que se foram
Lágrimas para regar as Flores que morrem

No cenário maculado
Na paisagem das sombras
Mistérios do paraíso
Um céu de significados

E como um pássaro negro - voe
Para sempre e todo sempre
Junte-se ao Anjo caído
Mais uma vez, apenas
Mais uma vez para salva-lo
Da eternidade solitária do Éden.


J.A.Cabral 10/07


Mar das noites naufragadas

Mar das noites naufragadas
Da desilusão - acolhido
Do sombrio desgosto
Do medo - vencido

Mar das noites naufragadas
O seu crime confessou
Fez do ódio professor
E as estrelas, apagou

Mar das noites naufragadas
Guardando o mundo insano
Protege a maré alta
Refugia o imenso oceano

Das noites naufragadas, és o mar
Nas torres do Norte
As asas da Morte
Estais a velar.

J.A.Cabral 12/06

Lua negra

Dorme agora minh'alma
Nessa amargurada prece
Sua vida estingue
Logo desfalece

Tortuosos caminhos
Trilhou sozinha
Lembraças vagas
Desgraça minha

Faces erbúneas
De anjos sombrios
Sussurros letárgicos
em meus ouvidos

Refúgio da realidade
Fantasmas a gritar
Nas noites escuras
Onde a lua se nega brilhar

Sangue inútil
Não é preciso derramar
O corpo sem vida
Jogue-o no mar


J.A.Cabral 12/06

Última dança

Pele tão fria toca a minha
Uma estátua de gelo branco
Sem razões ou sentimentos
Um misto de prazer e dor
Aprecie: essa será nossa última dança

Você não irá me acompanhar?
Eu posso tocar o céu...
Você não irá me acompanhar!
Esse é o vôo para a liberdade

Pele tão fria tocou a minha
Um corpo congelado pelo medo
Sem esperanças ou destinos
Um misto de ódio e amor
Espero que tenhas gostado
De nossa última dança

Você não mais me acompanhará!
Eu toco o céu...
Você não mais me acompanhará!
Sozinha eu vôo para a liberdade.

J.A.Cabral 01/08

Cruz e Souza - Perante a Morte

Perante a Morte empalidece e treme,
treme perante a Morte, empalidece.
Coroa-te de lágrimas, esqueceo
Mal cruel que nos abismos geme.

Ah!longe o inferno que flameja e freme,
longe a Paixão que só no horror floresce...
a alma precisa de silêncio e prece,
pois na prece e silêncio nada teme.

Silêncio e prece no fatal segredo,
perante o pasmo do sombrio medo
da Morte e os seus aspectos reverentes...

Silêncio para o desespero insano,
o furor gigantesco e sobre-humano
a dor sinistra de ranger os dentes!

Busca pelo perdido

Caminhando em torno do abismo
Uma busca insana pelo perdido
Cegando os sentimentos e a alma
Um destino traçado e escolhido

Um mergulho em sombras profundas
Um sorriso para as trevas difusas
A Escuridão impera no reino da lua
O tempo correndo em horas confusas

Sorvendo cada gota desse veneno
Afundando cada vez mais no passado
Minha mentira não justifica meu erro
Minha verdade não apaga meu pecado

Roubando esperança a cada passo
Sugando cada gota de santidade
Um brilho de medo nos olhos tenho
Um coração maltratado sem piedade

Ouça o som dos ventos gelados do inverno
Beba um gole da minha suave decadência
Sinta o aroma das rosas negras da Morte
Aprecie o sabor da minha vã penitência.

J.A.Cabral 01/07

Morte

Olhar o vazio e nada achar;
Olhar a frente e ver o impossivel,
Não achar justo o mundo que se vê,
Começar a vê-lo de outra forma.
Enxergar o futuro antes do próprio momento;
ver coisas que só se pode ver com os olhos fechados;
sentir o que ninguém mais sente ou sentirá.
Olhar tudo a sua volta e perceber que tudo é diferente;
Sonhar com o impossível que pode ser possível;
Perceber o bem no mal;
O bonito no feio;
E a vida na morte...

J.A.Cabral 12/04

PERSÉPOLIS (2007)

Teerã 1978: Marjane, de oito anos, sonha em ser uma profetisa do futuro, para assim salvar o mundo.
Querida pelos pais cultos e modernos e adorada pela avó, ela acompanha avidamente os acontecimentos que conduziram à queda do xá e de seu regime brutal.
A entrada da nova República Islâmica inaugura a era dos “Guardiões da Revolução”, que controlam como as pessoas devem agir e se vestir.
Marjane, que agora deve usar véu, sonha em se transformar numa revolucionária.
Pouco depois, a cidade é bombardeada durante a guerra contra o Iraque.
Com as restrições impostas pelo conflito e o desaparecimento rotineiro de membros da família e entes queridos, a repressão torna-se cada dia mais severa. Como o ambiente fica a cada dia mais perigoso,
a rebeldia de Marjane sugere um grave problema. Seus pais decidem mandá-la para a Áustria, para sua própria proteção. Em Viena, Marjane vive outras revoluções aos 14 anos: adolescência, liberdade e o peso do amor mas, além de toda a também excitação, vem também a sensação de
exílio e solidão e o gosto amargo de estar à margem da sociedade.












E eu?
Eu continuo a compartilhar do sofrimento alheio.
É como se uma parte da minh'alma fosse rasgada
A cada lágrima de dor vertida por um dos meus.
Como se tudo que eu fizesse fosse inútil e vão.
Como se nada fosse forte o bastante para lhes aliviar o coração.
Eu queria, e como, fazer um pouco mais por eles.
Pobres almas que compartilham comigo o mesmo destino.
Eu me compadeço.Por noites pranteio.
Mas não é o suficiente.É preciso masi.Muito mais.
Então, como em um devaneio, encontro um jeito.
Um caminho longo, a solução para ajudá-los.
Junto-me a eles, num laço estreito, contudo sincero:
A minha humilde e fiel amizade.

Ato V

Tragédia
Final da história que ninguém contou.
Fantasmas
Gritos desesperados pela verdade.
Medo
Trevas crescem, não posso impedir.
Ilusão
Pedaços de esperança espatifados no chão.
Vazio
Mágoa não torna você real.
Tristeza
Olho ao redor, nada faz sentido.
Dor
Último suspiro que nunca acontece.
Morte
A única coisa que restou.

J.A.Cabral 03/07

Indelével

A força do Amor Inabalável
Trancafiado em profundezas sombrias
Para manter-se firme, intacto
E intocado pela dor da ilusão
Acostumou-se a sua sina cruel
De viver de solidão.

Aquecido pela Luz perene da esperança
De alcançar um dia a liberdade
Amor Indelével, sonhos de criança
Com todo o Mistério da Verdade
Foi concebido e idealizado
Desde a Criação, na Eternidade.

Viajando pelas Asas de Prata
Dos Pássaros Azuis da inocência
O Amor Antigo, dos Anos Dourados
Foi abençoando solenemente por Deus
Para manter-se eternamente
Intocado.

Meu coração, muito bem escondido
Descansa, longe dos teus olhos
Talvez essa seja a única forma
De mantê-lo intocado pela dor
E as chaves para o destrancar
Você nunca as encontrará
Nunca encontrará.

J.A.Cabral 12/07


Velas

Vagando pela Noite
Em um triste pesar
Num caminho de escuridão
Passos perdidos, sem destino
Os ventos noturnos
Apagam as últimas velas
Minha esperança também se foi
Agora sem Luz, sem calor
Eu sigo sozinha nas Trevas
Trilhando o espaço
De um interminável silêncio
Eu sigo nas Sombras
Sem nome ou sentimento
Não há mais desejos, não mais
Sem esperanças ou destino
Pois todas as minhas Velas
Já se apagaram com o vento.

J.A.Cabral 12/07

Swan Song

As aves entoaram tristemente
Último cântico da aurora
Novo dia de esplendores
Pode nascer de lágrimas, somente.

O canto do Cisne se ouve
Na Laguna das Flores Lunares
As margens da Vida Perdida
Onde saudade sempre houve.

A Canção do Cisne, solene
Outro poema da Manhã Morta
Luz para o Amaranto, esperança
Pode nascer-somente-da dor perene.

Nas margens da Laguna encantada
Último Canto do Cisne mais belo
Seu pesar e tristeza, música singela
D'um dia que de Sombras fez-se Nada.

J.A.Cabral 12/07


Realidade

"Se apresse!Enxergue a Verdade!"
Minha vida, giros tresloucados
Reviravoltas e fatos inesperados
A um passo da completa insanidade
Tudo e nada: ainda existem?
Não, nada mais que a Realidade.

Arrancando Asas de Mariposas
Eu voei além das nuvens, solta
Nada me alcançaria - doce ilusão
Cada vez mais alto, alto voei,
Para no fim, sem a menor piedade
A Realidade me atirar ao chão.

Os ventos cessão antes da tempestade.
Do mesmo modo, a dor é menor
Na Hora Final - já diante da Morte.
"Se apresse!Agarre essa Verdade!"
Nada e tudo: algo ainda existe?
Não, só a detestável Realidade.


J.A.Cabral 01/08

Momento de delírio

O medo e a agonia
Estão prestes a me dominar
Por um momento eu...
Realmente queria
Estar em outro lugar

Eu ultrapassei a tênue linha
Que estabelecia o meu limite
O segredo dentro de mim
Só uma vez eu quis ter
A chave para abrir essa porta.

Só uma vez eu quis
Que tudo acontecesse
Agora o que mais desejo
É que acabe de uma vez.

Eu quero deixar para tras
Outra me tornar, me abandonar
Mas, ao mesmo tempo,
Eu quero continuar a ser
Tudo o que me tornei.

Fugir de mim mesma
Uma solução fútil
Que não resolve
Problema algum.

Queimando meus pensamentos
Todos eles, até o pó
Um sentimento agonizante
Um presságio que só gera dúvidas.

Eu me confundi tanto...
Eu não achei a resposta
Para a pergunta que eu não fiz.
Mas tudo está bem.
Por enquanto...

Um devaneio, sonho encantado
Uma terra distante
Onde simplesmente não sou
Onde dormirei em paz
Sem ter o que me preocupar

Eu quero continuar a ser
Tudo o que me tornei.
Mas, ao mesmo tempo,
Eu quero deixar para tras
E me tornar outra pessoa.

Mergulho ao submundo
As ilusões, doces lembranças
Eu estudei as possibilidades
O tempo me deu asas
E agora eu posso voar
Para além desse pesadelo.

O medo e a agonia
Estão presentes em mim
Por um momento eu queria
Que tudo isso tivesse um fim.


J.A.Cabral 01/08

Lacuna Coil - This is My Dream (tradução)

Você nunca encontrará outro jeito de ser
Diferente de um ator eu faço o melhor que posso
(este é meu sonho)
Sonhando com todos os sonhos que você realiza
(este é meu sonho)
Sonhando sozinho quando seus sonhos viram realidade
Você quer isso
Você nunca encontrará um outro jeito de ser, jeito de ser
Você nunca mudará o jeito de viver sua vida
Eu não posso subornar minha confissão
Mas sozinho eu cuido o melhor possível de minha mente
(este é meu sonho)
Sonhando sozinho todo o tempo que puder
(este é meu sonho)
Sonhando sozinho e nunca tendo muita certeza
Você quer isso
Você nunca encontrará um outro jeito de ser, jeito de ser
Você nunca mudará o jeito de viver sua vida


As Asas da mariposa

Eu tomei emprestadas
D'uma mariposa as asas
Para um antigo sonho realizar
E enfim poder voar.

Tais asas não me serviam
Em minhas costas mal se viam
E a negra mariposa as devolvi
Então ela, solenemente, disse a mim:

"Por que querer as Asas de outros
Se já tem as suas?
Mesmo que não As veja, aí estão!
Quatro, duas ou uma, não importa,
O importante é Voar, sempre mais alto
Mesmo correndo o risco
De no Fim cair no Chão."

J.A.Cabral 01/08

Borboletas e seus significados!




Coloridas e diurnas, as borboletas prenunciam acontecimentos alegres. No imaginário humano estão relacionadas à alma. Na cultura greco-romana, assim como na egípcia, acreditava-se que a alma deixava o corpo em forma de borboleta. A palavra psique, em grego, quer dizer ao mesmo tempo espírito e borboleta. Nos afrescos de Pompéia, a psique é representada por uma criança com asas de borboleta.Para a civilização asteca, ela era o sopro vital que saía pela boca do morto, além de estar associada a uma divindade (Itzpapalotl, cruzamento de uma mulher com uma borboleta). Esse simbolismo está relacionado à sua metamorfose, que, metaforicamente, expressa a saída do túmulo (casulo) para o renascimento. Essa associação de seu ciclo vital – a passagem do mundo dos mortos para o dos vivos-, também é utilizada na cultura oriental. No Japão, borboletas são espíritos viajantes; o seu surgimento anuncia uma visita ou a morte de um parente. Por outro lado, duas borboletas juntas querem dizer felicidade conjugal. No Vietnã, sua presença exprime longa vida, mas, nesse caso, é devido a uma coincidência fonética: duas palavras com pronúncia semelhante significam "borboleta" e "longevidade".LIBERDADE, TRANSFORMAÇÃO, ALEGRIA

sábado, 8 de março de 2008

Éros e Psiquê

Ninguém ia mais freqüentar o templo de Afrodite, porém iam ver Psiquê, a mais bela das mortais. Menosprezada e com ciúmes, Afrodite decidiu se vingar e pediu para seu filho Eros atirar uma flecha em Psiquê para que ela se apaixonasse pela criatura mais desprezível do mundo. Quando Eros foi fazer o que tinha pedido a mãe, viu a beleza de Psiquê e se apaixonou por ela. Embora todos a admirassem, nenhum homem jamais havia se apaixonado por ela. Preocupados, os pais de Psiquê queriam vê-la casada e foram solicitar a ajuda dos oráculos de Apolo. Mas Eros havia sido mais rápido e fizera Apolo aliado da sua conquista amorosa. Por isso faz com que Apolo diga aos pais de Psiquê que deveriam levá-la a uma colina, onde uma serpente a faria sua mulher. Tristes, os pais obedeceram. Psiquê adormeceu de tanto esperar e assim foi levada para um jardim florido, onde havia um castelo. Ela ouviu uma voz que a chamou para dentro dele. Ao anoitecer, Eros se aproximou, mas ela não o viu, pois ele estava protegido pela escuridão e ela teve medo de vê-lo. Mesmo assim ficou apaixonada. Psiquê dedicava todo seu amor a Eros que a visitava encapuzado. Eros fizera-a prometer que não veria suas irmãs, pois ele havia dito que se ela voltasse a vê-las isso poderia fazê-la sofrer. Porém, suas irmãs estavam tentando vê-la, pois achavam que ela estava infeliz. Eros fez Psiquê prometer também que nunca tentaria ver o rosto dele para não descobrir a sua verdadeira identidade. Psiquê aceitou todas as condições impostas por Eros. Porém, após tanto insistir, Eros deixou-a ver as irmãs. Ela conversou com as irmãs que ficaram com inveja dela e decidiram se vingar da irmã. Psiquê pediu para Eros deixar as irmãs voltarem ao castelo e ele permitiu. As irmãs voltaram, mas com intenção de vingança. Suas irmãs aconselharam Psiquê que pegasse um lampião e uma faca. Com o lampião ela deveria tentar ver seu rosto e se ele fosse um monstro ela deveria matá-lo com a faca. Psiquê ficou insegura e, ao anoitecer, Eros chegou e se deitou com ela. Quando ele adormeceu, Psiquê resolveu pegar o lampião e a faca e viu que Eros era um belíssimo homem. Arrependida, ela caiu no chão de joelhos e sem querer derramou uma gota de óleo do lampião no ombro de Eros e isso o feriu. Eros acordou e viu o que aconteceu. Em seguida foi conseguiu. Eros foi para junto de sua mãe, Afrodite, para que ela cuidasse de seu ferimento. A mãe descobriu que havia sido traída e planejou se vingar. Psiquê, em busca de seu amor, ia a todos os templos pedir ajuda aos deuses. Porém, todos com medo de Afrodite não a ajudaram. Decidiu, então, falar com Afrodite. A deusa mandou a jovem cumprir uma tarefa. Psiquê conseguiu cumpri-la. Afrodite ficou mais nervosa e mandou-a dormir no chão. Antes deu a ela como alimento um pão duro, pensando que Psiquê perderia a beleza. Afrodite cuidou para que Eros não visse a jovem e não se deixasse seduzir novamente por sua beleza. No outro dia, Afrodite fez com que Psiquê realizasse outras missões e em todas Psiquê se saiu bem. Após todas as missões cumpridas, Psiquê estava cansada e queria logo rever seu amor. Durante a volta da última missão que era entregar a caixa com um pouco de beleza à Perséfone, Psiquê pensou que deveria estar feia e que não conseguiria reconquistar seu amor e assim abriu a caixa. Porém, não viu nada e acabou adormecendo. Eros havia saído da mansão de sua mãe já curado e foi em busca de Psiquê. Encontrou-a adormecida, pegou o sono que a envolvia e o colocou na caixa novamente. Em seguida, falou para ela entregá-la à Afrodite, como se nada tivesse acontecido. Psiquê e Eros agora estavam juntos novamente. Eros foi falar a Zeus que queria casar-se. Zeus reuniu os deuses e deu a notícia. Para Eros casar-se com Psiquê, ela deveria se tornar imortal. Para isso Zeus deu-lhe de beber a ambrosia, bebida dos deuses, e declarou oficialmente Psiquê esposa de Eros. Da união de Eros e Psiquê nasceu Volúpio. Nada mais separaria os dois.

Psiquê - Mitologia Grega

Ciumenta da beleza dessa princesa, Afrodite ordenou a Cupido que lhe inspirasse uma paixão pelo mais feio e desprezível dos homens, mas o deus, tomado de amor por ela, levou-a para um palácio suntuoso, onde a visitava todas as noites, na escuridão. Sua única exigência era a de que ela nunca lhe tentasse ver o rosto. Instigada por suas irmãs, ela quis, uma noite, identificar seu amante adormecido; ao perceber que era o próprio Amor, sua mão tremeu de susto, e uma gota de óleo da lâmpada caiu-lhe no ombro, despertando-o, e ele desapareceu. Para obter o perdão de Afrodite, ela trabalhou como sua escrava, cumprindo diversas tarefas consideradas impossíveis; finalmente, apaziguada, a deusa perdoou os amantes e permitiu sua união eterna; Psiquê é o símbolo da alma humana, purificada pela paixão e pelas desventuras, que, no amor, encontra a felicidade eterna.

Psiquê - Mitologia Grega

Ciumenta da beleza dessa princesa, Afrodite ordenou a Cupido que lhe inspirasse uma paixão pelo mais feio e desprezível dos homens, mas o deus, tomado de amor por ela, levou-a para um palácio suntuoso, onde a visitava todas as noites, na escuridão. Sua única exigência era a de que ela nunca lhe tentasse ver o rosto. Instigada por suas irmãs, ela quis, uma noite, identificar seu amante adormecido; ao perceber que era o próprio Amor, sua mão tremeu de susto, e uma gota de óleo da lâmpada caiu-lhe no ombro, despertando-o, e ele desapareceu. Para obter o perdão de Afrodite, ela trabalhou como sua escrava, cumprindo diversas tarefas consideradas impossíveis; finalmente, apaziguada, a deusa perdoou os amantes e permitiu sua união eterna; Psiquê é o símbolo da alma humana, purificada pela paixão e pelas desventuras, que, no amor, encontra a felicidade eterna.