Mostrando postagens com marcador Manoel de Barros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Manoel de Barros. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Manoel de Barros - Retrato do artista quando coisa


A maior riqueza
do homem
é sua incompletude.
Nesse ponto
sou abastado.
Palavras que me aceitam
como sou
— eu não aceito.
Não aguento ser apenas
um sujeito que abre
portas, que puxa
válvulas, que olha o
relógio, que compra pão
às 6 da tarde, que vai
lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai. Mas eu
preciso ser Outros.
Eu penso
renovar o homem
usando borboletas.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Manoel de Barros - frag


















da página Humor Inteligente, no facebook

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Manoel de Barros - citação

Não sou alheio a nada. Não é preciso falar de amor para transmitir amor. Nem é preciso falar de dor para transmitir seu grito. 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Manoel de Barros - citação

A gente só descobre isso depois de grande (…). Que o tamanho das coisas há de ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor.

sábado, 1 de dezembro de 2012

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Manoel de Barros - "O Guardador de Águas" (frag.)

Não tenho bens de acontecimentos.
O que não sei fazer desconto nas palavras.
Entesouro frases. Por exemplo:
- Imagens são palavras que nos faltaram.
- Poesia é a ocupação da palavra pela Imagem.
- Poesia é a ocupação da Imagem pelo Ser.
Ai frases de pensar!

Pensar é uma pedreira. Estou sendo.
Me acho em petição de lata (frase encontrada no lixo)
Concluindo: há pessoas que se compõem de atos, ruídos, retratos.
Outras de palavras.
Poetas e tontos se compõem com palavras.


Todos os caminhos - nenhum caminho
Muitos caminhos - nenhum caminho
Nenhum caminho - a maldição dos poetas.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Manoel de Barros - A maior riqueza do homem

A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito.

Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas,
que puxa válvulas, que olha o relógio,
que compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Manoel de Barros - Livro sobre nada (frag.)

2ª Parte: Desejar ser.

14.

O que não sei fazer desmancho em frases.

Eu fiz o nada aparecer.


(Represente que o homem é um poço escuro.
Aqui de cima não se vê nada.
Mas quando se chega ao fundo do poço já se pode ver o nada.)

Perder o nada e um emporecimento.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Manoel de Barros - O Livro das Ignorãnças (frag.)

No Tratado das Grandezas do Ínfimo estava
escrito:
Poesia é quando a tarde está competente para
Dálias.
É quando
Ao lado de um pardal o dia dorme antes.
Quando o homem faz sua primeira lagartixa
É quando um trevo assume a noite
E um sapo engole as auroras