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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Gralha Azul

Conta a lenda que, uma certa gralha negra, dormia num galho de pinheiro e foi acordada pelo som dos golpes de um machado. Assustada, voou para as nuvens, para não presenciar a cena do extermínio do pinheiro. Lá no céu, ouviu uma voz pedindo para que ela retornasse para os pinheirais, pois assim ela seria vestida de azul celeste e passaria a plantar pinheiros. A gralha aceitou então a missão e foi totalmente coberta por penas azuis, exceto ao redor da cabeça, onde permaneceu o preto dos corvídeos. Retornou então aos pinheirais e passou a espalhar a semente da araucária, conforme o desejo divino.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dríades (mitologia celta)

Na  Mitologia celta, dia 01 de junho e o Dia das Dríades, os espíritos das árvores.
Assim como os Homens Verdes Celtas protegiam a Vegetação e Pessoas, existia para a Civilização dos Celtas, também um Espírito Feminino, Protetor em especial das Árvores, as Dríades.
De acordo com estas antigas lendas as Dríades, nasciam com uma Árvore e a ela estariam intrinsecamente ligadas até a sua Morte. Como os Homens Verdes Celtas, as Dríades possuíam poderes Mágicos, aos quais gentilmente ensinavam aos grandes Sacerdotes Celtas, os Druidas.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Mitologia Romana - Cura (ou o Cuidado)

Certa vez, Cura (Chiron) chegou a um rio e moldou um pedaço de argila. Então aproximou-se de Júpiter e pediu a ele que insuflasse Espírito ao pedaço de argila modelado. 
Depois, Cura quis dar seu nome à obra e Júpiter não aceitou, pois queria que a criatura tivesse o seu nome. A Terra (Tellus), vendo a confusão, também quis que o Ser recebesse o seu nome, já que a argila fazia parte dela. 
Para tentar resolver o problema, escolheram Saturno como juiz, e este decidiu que o nome seria Homo, pois era feito de humus (terra), e que Júpiter, por ter dado Espírito ao Homo receberá o Espírito de volta na Morte, assim como a Terra, que dá o corpo para o Homo, o recebe de volta na Morte.E Cura, o idealizador do Ser, deve “zelar” pela Vida de Homo.
 

terça-feira, 1 de março de 2011

Musas - Mitologia Grega

Na mitologia grega, as musas eram deusas irmãs veneradas desde tempos, e inicialmente, eram as inspiradoras dos poetas tendo sua influência estendida a todas as artes e ciências.
Em a Odisséia, Homero menciona nove musas, que constituíam um grupo indiferenciado de divindades. A diferenciação teve início com Hesíodo, que chamou-as Clio, Euterpe, Talia, Melpômene, Terpsícore, Érato, Polímnia, Urânia, e Calíope (ou Caliopéia), a líder das musas. 
Em geral as musas eram tidas como virgens, ou pelo menos não eram casadas, o que não impede que lhes seja atribuída a maternidade de Orfeu, Reso, Eumolpo e outros personagens, de alguma forma ligados à poesia e à música, ou relacionados à Trácia.
Estátuas das musas eram muito usadas em decoração. Os escultores representavam-nas sempre com algum objeto, como a lira ou o pergaminho, e essa prática pode ter contribuído para a distribuição das musas entre as diferentes artes e ciências.
As associações entre as musas e suas áreas de proteção, no entanto, são tardias e apresentam muitas divergências. De maneira geral, Clio se liga à história; Euterpe, à música; Talia, à comédia; Melpômene, à tragédia; Terpsícore, à dança; Urânia, à astronomia; Érato, à poesia lírica; Polímnia, à retórica; e Calíope, à poesia épica. Mesmo na mitologia greco-romana existem outros grupos de musas, de cunho mais regional, como o das musas Méleta, da meditação; Mnema, da memória; e Aede, protetora do canto e da música.
Originalmente as Musas eram as divindades da primavera, depois foram chamadas de deusas das várias inspirações humanas. As nove Musas cantavam e dançavam, lideradas por Apolo, nas celebrações de deuses e heróis. As Musas induziam a memória dos humanos e inspiravam escritores e artistas.



Fonte: www.nomismatike.hpg.ig.com.br

Musas: Calíope - Mitologia Grega

Calíope ~ Eloqüência
Significado do nome: "Formoso rosto"

Calíope, a da Bela Voz, em grego , foi uma das nove musas da mitologia grega. Filha de Zeus e Mnemósine, é a mais velha e mais distinta das nove Musas. Ela é a Musa da eloqüência e da poesia épica ou heróica.
Calíope ("linda voz") é a mãe de Orfeu e Linus com Apolo. Mãe de Linos, com Apolo e de Orfeu, das sereias e dos coribantes. Ela foi árbitro da disputa de Adônis entre Perséfone e Afrodite.É representada sob a figura de uma donzela de ar majestoso, coroada de louros e armada de grinaldas, sentada em atitude de meditação, com a cabeça apoiada numa das mãos e um livro na outra, tendo, junto de si, mais três livros: a Ilíada, a Odisseia e a Eneida.

Seus símbolos são um pergaminho, tábua de escrever e estilete.




Fontes: http://dharmadhannyael.blogspot.com/2010/05/urania-2.html
www.lunaeamigos.com.br
pt.wikipedia.org

Musas: Clio - Mitologia Grega

Significado do nome "Proclamadora" Clio A Musa da História. Com Pierus, rei da Macedônia, ela é a mãe de Jacinto. A ela é atribuída a introdução do alfabeto fenício na Grécia. Seus símbolos usuais são um rolo de pergaminho ou um conjunto de tábuas para a escrita.


Fontes: http://dharmadhannyael.blogspot.com/2010/05/urania-2.html

Musas: Érato - Mitologia Grega

Significado do nome: "Adorável"

A Musa da poesia lírica (elegia), particularmente a poesia amorosa ou erótica, e da mímica. Ela é representada com uma lira e as vezes com uma coroa de rosas.Teve com Arcas o filho Azan.





Musas: Euterpe - Mitologia Grega

Euterpe ~ Música
Significado do nome : "Delícia"

Euterpe, pela cultura grega, é uma das nove Musas de Apolo.Nascida de Zeus e de Mnemosyne, a deusa da memória, juntamente com as outras oito irmãs, Euterpe é a Musa da música e da poesia lírica. Ela também é a Musa da alegria e do prazer e do tocar de flauta, e a ela atribui-se a invenção da flauta dupla, que é o seu símbolo,  apesar da maioria dos mitólogos dar crédito a Marsyas pela criação do instrumento.

Musas: Melpômene - Mitologia Grega

Melpômene ~ Tragédia
Significado do nome: "Coro"

Era a musa da tragédia. apesa de seu canto alegre. É representada com uma máscara trágica e usando botas de couro (coturnos), tradicionalmente usadas por atores trágicos.

Costuma usar uma faca ou bastão em uma mão e uma máscara na outra. Na cabeça e apresentada com uma coroa de cipreste.



Musas: Polímnia - Mitologia Grega

Polímnia ("a dos Muitos Hinos") foi uma das nove musas da mitologia grega. Filha de Zeus e Mnemósine.
Polínia é a Musa grega do hino sagrado, da eloqüência e da dança.
Ela é representada usualmente numa posição pensativa ou meditativa. Ela é uma mulher de olhar sério, vestindo num longo manto e descansando um ombro num pilar. Algumas vezes tem um dedo na boca
Também era considerada a musa da geometria, meditação e agricultura.




Musas: Terpsícore - Mitologia Grega

Significado do nome: "Delícia de dançar"

A Musa Terpsícore. Seu símbolo é a lira. De acordo com algumas tradições, ela é a mãe da sereias com o deus ribeirinho Aquelau.

Musas: Tália - Mitologia Grega

Significado do nome: "Festividade"

Talia é uma das Musas gregas, e ela preside a comédia e a poesia leve. Seus símbolos são a máscara cômica e um cajado de pastor, e algumas vezes, 
uma coroa de hera. Talia também é o nome de uma das Graças (Cáritas).

Musas: Urânia - Mitologia Grega

Urânia ~ Astronomia
Significado do nome: "Rainha das montanhas"

A Musa grega da astronomia e da astrologia. Ela é representada com um globo na mão esquerda e um prendedor na direita. Urânia veste-se com um manto bordado com estrelas e ela mantém seus olhos fixos no céu.

sábado, 9 de outubro de 2010

A curiosidade (Mitologia Nórdica)

" - A curiosidade é o que diferencia o homem superior do mediocre - dizia Odin a Loki, tentando instruí-lo.- Na verdade, há apenas duas clases de homens: os despertos e os adormecidos; os primeiros são aqueles que já acordaram do sono bruto da indiferença, no qual os outros ainda estão miseravelmente imersos. Um sono imbecilizante, que os faz crer que a vida se resume à meia dúzia de funções orgânicas, exceto a mais nobre: a de usar os seus próprios cérebros para criar algo de belo, que os torne felizes como um deus. E isto - arrematou Odin - somente alguém dotado de curiosidade pode fazer, ou seja, alguém desperto."

in: As melhores histórias da mitologia nórdica - A.S.Franchini/Carmen Seganfredo

Como Wotan ficou cego de um olho (Mitologia Nórdica)

" Wotan, divindade maior dos asgardianos, um dia sentiu a necessidade de se fazer sábio, pois como poderia ser o mais poderoso dos deuses sem dominar os segredos do sentimento e do pensamento? Então, Wotan, munindo-se de coragem, deixa Asgard, morada dos deuses,  e baixa até Jotuheim, a terra dos gigantes, onde pretende encontrar a cabeça do gigante Mimir ( ou "aquele que pensa"), que monta guarda à fonte da sabedoria. Wotan sabe que o gigante há de lhe cobrar um preço - sem dúvida demasiado alto! - por apenas um gole da água da fonte sagrada; mas não seria um deus se retrocedesse.Por isso, segue até estar diante da imensa cabeça, que fixa nele seus fulgurantes olhos: "Ó poderoso Wotan, que vem fazer aqui diante do grande espelho de minhas águas?", diz ele, com sua voz cava. O deus, sem perder a calma, responde: "Mimir, guardião da fonte que tem toda a sabedoria e bom-senso, eis que venho aqui em busca de um gole de tuas águas!" "Oh, quer se tornar sábio, então?", diz a grande cabeça arregalando os olhos. "Sim, Mimir, aspiro à sabedoria, sem a qual não serei jamais digno de ostentar o título de mais poderoso dos deuses!", retruca Wotan, disposto a tudo por um gole daquela água que rebrilha no leito, parecendo, ao mesmo tempo, mansa na superfície e revolta nas profundezas. Mimir, durante um longo tempo, reflete sobre a conveniência de lhe dar esta permissão, ao cabo do qual diz ao deus: "Está bem, ousada divindade!Beberá de minhas águas, mas apenas e tão somente um gole!;contudo, mesmo este gole haverá de lhe custar bem caro!" Wotan,que já esperava o repto, inclina-se respeitosamente:"Aceito o preço que você arbitrar, grande Mimir!" O gigante então lhe diz:"Quero, Wotan, um olho seu, nada menos que isto!" Wotan recua um pouco, mas sabe que, se Mimir pronunciou estas palavras, elas são, desde já, irrevogáveis. "Está bem", diz o deus, resignado a perder uma de suas vistas, "aceito o preço que me impõe!"Wotan tem assim um de seus olhos arrancado; um grande urro enche o universo.Logo depois, porém, vem o ambicionado prêmio: uma taça cheia  da cristalina água, que Wotan sorve com infinito deleite!"

domingo, 1 de agosto de 2010

Álfheim ou Ljusalfheim

Álfheim (ou Ljusalfheim) é o lar dos Álfar 'Elfos' (ou elfos da luz), um dos nove mundos da mitologia nórdica. Opõe-se a Svartalfheim, reino dos Elfos Negros.

Valquírias

Na mitologia nórdica, as valquírias eram deidades menores, servas de Odin. O termo deriva do nórdico antigo valkyrja (em tradução literal significa "as que escolhem os que vão morrer").
As valquírias eram belas jovens mulheres que montadas em cavalos alados e armadas com elmos e lanças, sobrevoavam os campos de batalha escolhendo quais guerreiros, os mais bravos, recém-abatidos entrariam no Valhala. Elas o faziam por ordem e benefício de Odin, que precisava de muitos guerreiros corajosos para a batalha vindoura do Ragnarok.
As valquírias escoltavam esses heróis, que eram conhecidos como Einherja, para Valhala, o salão de Odin. Lá, os escolhidos lutariam todos os dias e festejariam todas as noites em preparação ao Ragnarok, quando ajudariam a defender Asgard na batalha final, em que os deuses morreriam. Devido a um acordo de Odin com a deusa Freya, que chefiava as valquírias, metade desses guerreiros e todas as mulheres mortas em batalha eram levadas para o palácio da deusa.

As valquírias originais eram Brynhild ou Brynhildr ("correspondente de batalha", muitas vezes confundida Brunhilde, da Saga dos Nibelungos), Sigrun ("runa da vitória"), Kara, Mist, Skogul ("batalha"), Prour ("força"), Herfjotur ("grilhão de guerra"), Raogrior ("paz do deus"), Gunnr ("lança da batalha"), Skuld ("aquela que se torna"), Sigrdrifa ("nevasca da vitória"), Svana, Hrist ("a agitadora"), Skeggjold ("usando um machado de guerra"), Hildr ("batalha"), Hlokk ("estrondo de guerra"), Goll ou Göll ("choro da batalha"), Randgrior ("escudo de paz"), Reginleif ("herança dos deuses"), Rota ("aquela que causa tumulto") e Gondul ou Göndul ("varinha encantada" ou "lobisomem").

As valquírias cavalgavam nos céus com armaduras brilhantes e ajudavam a determinar o vitorioso das batalhas e o curso das guerras. Elas também serviam a Odin como mensageiras e quando cavalgavam como tais, suas armaduras faiscavam causando o estranho fenômeno atmosférico chamado de Aurora Boreal.

Valhala

Valhala, Valíala,Valhalla ou Walhala (há, ainda, quem use a forma original, Valhol) na mitologia nórdica ou escandinava é o local onde os guerreiros vikings eram recebidos após terem morrido, com honra, em batalha.
Odin teria ouvido que matariam todos os seus filhos e demais guerreiros. Curioso e precavido, achegou-se a deusa da sabedoria, um oráculo, que não quis lhe revelar a veracidade do boato. Insistente, Odin teria a seduzido, resultando em nove filhas conhecidas como valquírias.
Odin, então, ordenara a uma delas, que foi incumbida de construir e organizar um palácio mágico, Castelo de Valhala, em Asgard (a terra dos deuses nórdicos), para onde seriam enviados todos os guerreiros mortos em batalha, chamados Einherjar.
Metade das almas dos guerreiros passariam, então, os seus dias a treinarem-se em combates, desfrutando grandes banquetes e orgias a noite. A condição imposta seria a de proteger o castelo. Elas formariam um exército ("Exército das Almas Vivas"), invencível até ao advento do Ragnarok, quando combateriam ao lado de Odin. Com a chegada da noite, metade das almas seriam reconfortadas com as mesmas refeições dos deuses. A outra metade seguia para Folkvang, o palácio de Freyja.

Einherjar

Também conhecidos como "Os Guerreiros de Odin", os Einherjar são os guerreiros mortos recolhidos pelas Valquírias para irem ao palácio de Valhala, onde viverão em banquetes e fartura até o derradeiro dia do Ragnarok. As valquírias escolhiam apenas os melhores e mais heróicos guerreiros.
Em Asgard, eles festejavam à noite e lutavam durante o dia. Seus ferimentos eram curados magicamente. Dessa maneira, realizavam sua preparação interminável para estarem prontos para o Ragnarok.
Mas somente a metade destes guerreiros são acolhidos por Odin, a outra metade dos bravos guerreiros que tombaram no campo de batalha, são recebidos pela deusa Freyja em seu palácio, chamado Fólkvangar ("campo de batalha").
Ainda assim, no fim dos tempos, o deus Heimdallr tocará sua trompa Gjallahorn, convocando estes guerreiros mortos a se reunirem em um só grupo e marcharem ao lado dos deuses, contra os gigantes e os monstros liderados por Loki.

Helgardh

 Helgardh, também conhecido como Hel, Helheim ou Casa das Névoas, é um dos nove mundos da mitologia nórdica, o domicílio dos mortos, governada por Hel, cujo nome é compartilhado com o próprio lugar. Este mundo é amontoado com todos os espectros opacos e titirantes daqueles que morreram sem glória, doentes ou com idade avançada. Helgardh é o reino mais frio e baixo na ordem total do universo. Encontra-se abaixo da terceira raiz de Yggdrasil, perto de Hvergelmir e de Nastrond. Helgardh foi construído sobre Niflheim, o mundo mais profundo da mitologia nórdica. Algumas fontes dizem que Helgardh conteria outros nove mundos, mundos esses equivalentes a um lado negativo dos nove mundos originais da Yggdrasil.
Teoriza-se que foi em Helheim que Odin descobriu as runas enquanto estava enforcado, sacrificado a si mesmo, na Yggdrasil. Segundo é dito no Hávamál, parte da Edda Poética, ele 'olhou para baixo' quando as descobriu e recolheu. Por isso, Helheim seria um importante lugar iniciático.