quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Legendárium
Tolkien gostava de chamar o conjunto de suas obras de Legendárium, já que, em seu pensamento, não eram apenas histórias inventadas, mas sim lendas vindas de um passado remoto que ele estava apenas trazendo ao conhecimento de nossa época.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Lou Salomé - citação
Ouse, ouse... ouse tudo! Não tenha necessidade de nada! Não tente adequar sua vida a modelos, nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém. Acredite: a vida lhe dará poucos presentes. Se você quer uma vida, aprenda ... a roubá-la! Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer. Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso: algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Apatia
E se nessas veias corressem apenas vidro
ou particulas de uma angustia imensuravel
Mas a frieza desses dias petrificou
e do que era caos, nada restou
Me dê algo pelo que chorar,
porque já não há mais
Uma ferida a sangrar
já que tudo se desfaz.
Um coração de carne, um dia tive,
agora é marmore, estanque, insoso
A vida com gosto de ócio, de osso
Apático, imóvel em seu passamento
Me dê algo pelo que sofrer
porque já não há mais
A sorte de se morrer
e estar no túmulo em paz.
E se de amargura meus dias fossem feitos
minhas sombras me inundassem do pior medo
mas não resta nada, nem dor, nem cor, nem tédio
Ora, que farei se não há mais remédio?
Se me trazes de volta a realidade, agora
é porque o passado de quem lhe amou
lhe implorou por um pouco de vida, calor
e tu, desertor, o deixastes ir embora.
J.A.Cabral
11/11
ou particulas de uma angustia imensuravel
Mas a frieza desses dias petrificou
e do que era caos, nada restou
Me dê algo pelo que chorar,
porque já não há mais
Uma ferida a sangrar
já que tudo se desfaz.
Um coração de carne, um dia tive,
agora é marmore, estanque, insoso
A vida com gosto de ócio, de osso
Apático, imóvel em seu passamento
Me dê algo pelo que sofrer
porque já não há mais
A sorte de se morrer
e estar no túmulo em paz.
E se de amargura meus dias fossem feitos
minhas sombras me inundassem do pior medo
mas não resta nada, nem dor, nem cor, nem tédio
Ora, que farei se não há mais remédio?
Se me trazes de volta a realidade, agora
é porque o passado de quem lhe amou
lhe implorou por um pouco de vida, calor
e tu, desertor, o deixastes ir embora.
J.A.Cabral
11/11
Virgínia Woolf - frag.
Cada dia arredonda a mesma onda de bem-estar, obedece ao mesmo ritmo, avança um pouco mais longe da praia, onde morre na areia...
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
BALADA PARA UMA CRIANÇA ORFÃ DO AFEGANISTÃO - Paulo Jorge Dumaresq
Não sei teu nome
tatuado na mão do destino.
Nem sequer desconfio que exista felicidade
para além das montanhas
que abrigam o dragão na caverna.
Mas saibas, criança sem nome e nação,
que minha alma latina - eterno porto de abrigo -
canta-a nesta balada final.
Para além de Cabul e Kandahar,
há alguém que ora por ti e teu destino repleto de vazio.
Algum dia, quando cessarem a tirania e a miséria,
talvez te reconheças no recorte da fria geografia do deserto,
e possas, quem sabe, me apontar flores na ponta do fuzil.
fonte:http://ahistoriapertodenos.blogspot.com/2010_08_01_archive.html
in Nariz de Defunto
tatuado na mão do destino.
Nem sequer desconfio que exista felicidade
para além das montanhas
que abrigam o dragão na caverna.
Mas saibas, criança sem nome e nação,
que minha alma latina - eterno porto de abrigo -
canta-a nesta balada final.
Para além de Cabul e Kandahar,
há alguém que ora por ti e teu destino repleto de vazio.
Algum dia, quando cessarem a tirania e a miséria,
talvez te reconheças no recorte da fria geografia do deserto,
e possas, quem sabe, me apontar flores na ponta do fuzil.
fonte:http://ahistoriapertodenos.blogspot.com/2010_08_01_archive.html
in Nariz de Defunto
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