domingo, 1 de setembro de 2013

Virgínia Woolf - Ao farol (frag)

Podia ser ela mesma, quando estava só. E era isto que precisava fazer com frequência: pensar. Bem, nem mesmo pensar. Ficar em silêncio; ficar sozinha. E toda a existência, toda a atividade, com tudo que possuem de expansivo, brilhante, vibrante, vocal, se evaporavam. Então podia, com uma certa solenidade, retrair-se em si mesma, no âmago pontiagudo da escuridão, algo invisível para os outros.

Um comentário:

Déynha Pinheiro disse...

Grande escritora Virgínia Woolf,seus poemas e obras falam muito de silêncio, solidão,incompreensão palavras muito característicos por seu espirito que oscilava em seu estado de humor o que de certa forma contribuiu para escrever obras tão marcantes que me tocam sempre quando leio.
Gostei muito do seu blogger é uma empolgantes clássicos para leitores ávidos ,parabéns!