terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Alfredo Cuervo Barrero - É proíbido

É proibido chorar sem aprender, levantar-se um dia sem saber o que fazer. Ter medo de suas lembranças. É proibido não rir dos problemas, não lutar pelo que se quer, abandonar tudo por medo, não transformar sonhos em realidade. É proibido não demonstrar amor, fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau humor. É proibido deixar os amigos, não tentar compreender o que viveram  juntos, chamá-los somente quando necessita deles. É proibido não ser você mesmo diante das pessoas, fingir que elas não te importam, ser gentil só para que se lembrem de você, esquecer aqueles que gostam de você. É proibido não fazer as coisas por si mesmo, não crer em Deus e fazer seu destino, ter medo da vida e de seus compromissos, não viver cada dia como se fosse um último suspiro. É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar, esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram, esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente. É proibido não tentar compreender as pessoas, pensar que as vidas deles valem mais que a sua, não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte. É proibido não criar sua história, deixar de dar graças a Deus por sua vida, não ter um momento para quem necessita de você, não compreender que o que a vida te dá, também te tira. É proibido não buscar a felicidade, não viver sua vida com uma atitude positiva, não pensar que podemos ser melhores, não sentir que sem você este mundo não seria igual.









2 comentários:

Al Reiffer disse...

Teu blog, como sempre, muito bom, sempre acompanho, embora raramente comente. Mas o texto este não é de Neruda, ele é comumente atribuído a Neruda, mas na verdade é o poema "Queda Prohibido" de Alfredo Cuervo Barrero. Abraço!

psiqué noir disse...

Obrigada querido! Já fiz a correção. Abraço.