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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Oscar Wilde - Aforismo

We are all in the gutter, but some of us are looking at the stars.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Oscar Wilde - Uma tragédia Florentina (frag)

"Que pobre barganha é a vida de um homem, e em que mercado miserável somos vendidos!
Quando nascemos nossas mães choram, mas quando morremos não há ninguém para chorar por nós. Ninguém."

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Oscar Wilde - Um marido ideal (frag)

"Tudo que sei é que a vida não pode ser entendida sem muita generosidade, não pode ser vivida sem muita generosidade.
É o amor, não a filosofia alemã, a verdadeira explicação para esse mundo, 
seja qual for a explicação para o outro." 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Oscar Wilde - A duquesa de Pádua (frag.)

O amor é o sacramento da vida. 
Ele põe virtude onde não havia virtude, 
e purifica os homens de toda a desprezível corrupção deste mundo;
é o fogo que separa o ouro da escória;
é o sopro que separa o joio do trigo;
é a primavera que, no solo invernoso, faz a inocência florescer como uma rosa.
Já se passaram os dias em que Deus andava entre os homens, mas o Amor,que é Sua imagem, mantém o seu lugar.
Quando um homem ama uma mulher, passa a conhecer o segredo de Deus e o segredo do mundo.



sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Oscar Wilde - O leque de Lady Windermere (frag)

"Atualmente as pessoas parecem olhar a vida como um tipo de especulação. 
Não é uma especulação.
 É um sacramento.
 O ideal da vida é o amor.
E o sacrifício é sua exaltação"

terça-feira, 24 de julho de 2012

Oscar Wilde - A alma do homem sob o socialismo (frag.)

(...)Acham-se cercados dos horrores da pobreza, dos horrores da fealdade, dos horrores da fome. É inevitável que se sintam fortemente tocados por tudo isso. As emoções do homem são despertadas mais rapidamente que sua inteligência; e, como ressaltei há algum tempo em um ensaio sobre a função da crítica, é bem mais fácil sensibilizar-se com a dor do que com a idéia. Conseqüentemente, com intenções louváveis embora mal aplicadas, atiram-se, graves e compassivos, à tarefa de remediar os males que vêem. Mas seus remédios não curam a doença: só fazem prolongá-la. De fato, seus remédios são parte da doença.
Buscam solucionar o problema da pobreza, por exemplo, mantendo vivo o pobre; ou, segundo uma teoria mais avançada, entretendo o pobre.
Mas isto não é uma solução: é um agravamento da dificuldade. A meta adequada é esforçar-se por reconstruir a sociedade em bases tais que nela seja impossível à pobreza. (...)




*grifos meus 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Oscar Wilde - aforismo

Cada um de nós tem, na existência, no mínimo uma grande aventura. O segredo da vida é reeditar essa aventura sempre que seja possível.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Oscar Wilde - Aforismo









terça-feira, 22 de novembro de 2011

Oscar Wilde - Aforismo

"A música cria para nós um passado que ignorávamos 
e desperta em nós tristezas 
que tinham sido dissimuladas às nossas lágrimas"

sábado, 16 de outubro de 2010

Especial Oscar Wilde

Oscar Wilde - Biografia

Oscar Fingall O'Flahertie Wills Wilde nasceu em Dublin, Irlanda, em 16 de outubro de 1854. De pais sofisticados e ricos, estudou em Oxford onde, sob a influência de Matthew Arnold, John Ruskin e Walter Pater, liderou um movimento que combatia os filisteus da cultura e propunha um hedonismo extremado. Brilhou na sociedade londrina com seu talento verbal. Os trocadilhos e pilhérias que o tornaram famoso, não obstante, criticavam muitas vezes o próprio modo vitoriano de vida, marcado pelo apego às convenções.
Nos diversos gêneros que abordou, Wilde criou obras inesquecíveis, como The Happy Prince and Other Tales (1888; O príncipe feliz e outras histórias) e The Picture of Dorian Gray (1891; O retrato de Dorian Gray), este seu único romance e um de seus livros mais lidos. A poesia contida em Poems (1881; Poemas) apresenta alguns poemas isolados de força sugestiva e patética. Entretanto, não foi muito estimada pela crítica do século XX, que sempre lhe reprovou o sentimentalismo excessivo.
É opinião unânime que Wilde se expressou com maior desenvoltura como autor teatral, renovando a dramaturgia vitoriana com sua verve e seus paradoxos, cintilantes de agudeza e de concisão verbal. Um pouco à maneira das comédias do período da restauração, suas peças principais foram armas brandidas contra as convenções da "boa sociedade", expondo-lhe sem piedade a hipocrisia. Entre essas peças estão Lady Windermere's Fan (1893; O leque de Lady Windermere), A Woman of No Importance (1893; Uma mulher sem importância) e An Ideal Husband (1895; Um marido ideal). Bem mais conhecida e ainda muito encenada é The Importance of Being Earnest (1895; A importância de ser sério), considerada sua obra-prima no gênero e cujo título original encerra um jogo de palavras entre earnest (sério) e Ernest (Ernesto).
Como ensaísta, Wilde publicou Intentions (1895; Intenções). Em francês, escreveu o drama poético Salomé (1893), transformado por Richard Strauss em ópera (1905). De seus dias de prisão brotaram The Ballad of the Reading Gaol (1898; A balada do cárcere de Reading) e o depoimento em prosa De profundis (1905), longa carta de recriminações a Lord Alfred Douglas, seu ex-amante e causa de toda sua desgraça. Oscar Wilde, libertado em 1897, deixou para sempre a Inglaterra e, em extrema pobreza, morreu em Paris em 30 de novembro de 1900.

©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.










Oscar Wilde - O retrato de Dorian Gray (Prefácio )

















O ARTISTA é o criador de coisas belas.
Revelar a arte e ocultar o artista é a finalidade da arte.

O crítico é aquele que pode traduzir, de um modo diferente ou por um novo processo, a sua impressão das coisas belas.
A mais elevada, como a mais baixa, das formas de crítica é uma espécie de autobiografia.
Os que encontram significação feias em coisas belas, são corruptos sem ser encantadores. Isto é um defeito.
Os que encontram belas significação em coisas belas são cultos. Para estes há esperança.
Existem os eleitos para os quais as coisas belas significam unicamente Beleza.
Um livro não é, de modo algum, moral ou imoral. Os livros são bem ou mal escritos. Eis tudo.
A aversão do séc. XIX ao Realismo é a cólica de Calibã por ver seu rosto num espelho.
A aversão do século XIX ao Romantismo é a cólera de Calibã por não ver o seu rosto num espelho.
A vida moral do homem faz parte do tema para o artista, mas a moralidade da arte consiste no uso perfeito de um meio imperfeito. O artista nada deseja provar. Até as coisas verdadeiras podem ser provadas.
Nenhum artista tem simpatias éticas. A simpatia ética num artista constituiu um maneirismo de estilo imperdoável.
O artista jamais é mórbido. O artista tudo pode exprimir. Pensamento e linguagem são para o artista instrumento de uma arte.
Vício e virtude são para o artista materiais para uma arte. Do ponto de vista da forma, o modelo de todas as artes é a do músico. Do ponto de vista do sentimento, é a profissão do ator.
Toda arte é ao mesmo tempo, superfície e símbolo.
Os que buscam sob a superfície, fazem-no por seu próprio risco.
Os que procuram decifrar o símbolo, correm também seu próprio risco.
Na realidade, a arte reflete o espectador e não a vida.
A divergência de opiniões sobre uma obra de arte indica que a obra é nova, complexa e vital.
Quando os críticos divergem, o artista está de acordo consigo mesmo.
Podemos perdoar a um homem por haver feito uma coisa útil, contanto que não a admire. A única desculpa de haver feito uma coisa inútil é admirá-la intensamente.
Toda a arte é completamente inútil.

Oscar Wilde - O retrato de Dorian Gray (frag.)

"Há poucos de nós quem, ás vezes, não acordamos antes da aurora, tanto depois de uma destas noites sem sonhos que fazem alguém quase se enamorar da morte ou uma destas noites de horror e alegria desfigurada, quando pelas câmaras do cérebro vagam fantasmas masi terríveis do que a própria realidade e aptos com aquela vívida vida que espreita em tudo o que é grotesco e que empresta à arte gótica sua resistente vitalidade, esta arte sendo, pode-se imaginar, especialmente a arte daquelas mentes que foram pertubardas com a doença da imaginação. Aos poucos, dedos brancos surgem pelas cortinas e parecem tremer. Fantásticas sombras negras espalham-se pelos cantos do quarto e se aninham lá. Do lado de fora, há o eriçar dos pássaros entre as folhasou o som dos homens indo para o trabalho, ou o suspiro e o soluço do vento descendo a colina e vagueando pela casa silenciosa, embora temendo despertar os que dormem. Véu após véu de fina renda escurecida se ergue e, gradualmente, as formas e as cores das coisas lhes são devolvidas, e observamos a aurora refazer o mundo em seu padrão antigo. Os cansados espelhos retornam à sua vida de imitação. Os castiçais sem chama ficam onde os deixamos e ao lado deles se deita o livro lido pela metade que estivemos estudando ou a flor com seu cabo que usamos no baile, ou a carta que tememos ler, ou que lemos com muita frequência. Nada nos parece alterado. Além das sombras irreais da noite, retorna a vida que conhecíamos. temos de retomá-la de onde paramos e lá nos domina um terrível sentimento de necessidade pela continuidade de energia na mesma volta cansativa de hábitos estereotipados ou uma louca ânsia, pode ser, que nossas pálpebras se abram em alguma manhã para um mundo que fora renovado para o nosso prazer, na escuridão, um mundo no qual as coisas teriam formas e cores novas, e ser alterado ou ter outros segredos, um mundo no qual o passado teria um lugar pequeno, se algum, ou sobrevive, de qualquer forma, em uma forma inconsciente de dívida ou lamento, a lembrança mesmo da alegria tendo seu amargor e as memórias de prazer, sua dor.

Oscar Wilde - Soneto à Liberdade

Não que eu ame teus filhos cujo olhar obtuso
Somente vê a própria e repugnante dor,
Cuja mente não sabe, ou quer saber, de nada
É que, com seu rugir, tuas Democracias,

Teus reinos de Terror e grandes Anarquias
Refletem meus afãs extremos como o mar,
Dando-me Liberdade! -à cólera uma irmã.
Minha alma circunspecta gosta de teus gritos

Confusos só por causa disso: do contrário,
Reis com sangrento açoite ou seus canhões traiçoeiros
Roubavam às nações seus sagrados direitos,

Deixando-me impassível e ainda, ainda assim,
Esses Cristos que morrem sobre as barricadas,
Deus sabe que os apóio ao menos parcialmente.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Oscar Wilde - O retrato de Dorian Gray (frag.)

"As palavras, simples palavras... como podiam ser terríveis!
Como eram nítidas, e vívidas, e cruéis!
Não conseguíamos fugir-lhes.
E, no entanto, quanta magia subtil possuíam! 
Pareciam capazes de dar forma plástica a coisas informes e de possuir música própria tão suave como a da viola e do alaúde.
Meras palavras!
Haveria alguma coisa tão real como as palavras?

domingo, 20 de junho de 2010

O Retrato de Dorian Gray - 20/06/1890

O Retrato de Dorian Gray - 20/06/1890

Romance fascinante sobre a imortalidade, a perfeição, a juventude eterna e outras impossibilidades

Publicado em 1890 - com uma segunda edição do ano seguinte, a que o escritor acrescentou seis novos capítulos e um prefácio -, "O Retrato de Dorian Gray" chocou a hipócrita sociedade vitoriana que viu nele um espelho dos seus defeitos, alheio àquelas que considerava serem as suas virtudes. A crítica apressou-se a envolver o romance num escândalo que passou de literário a social quando a relação de Wilde com o Lord Alfred Douglas se tornou pública (em 1891). No prefácio à segunda edição, Wilde distancia-se da polemica ("Não existem livros morais ou imorais. Os livros são mal ou bem escritos. É tudo") e desencoraja os que procuravam encontrar no seu ciclo de amizades as figuras inspiradoras das suas personagens: "O que a arte espelha realmente é o espectador e não a vida."

Obcecado pela beleza dionisíaca do jovem Dorian Gray, que conhece numa festa da alta-sociedade londrina em casa de Lady Agatha, Basil Hallward faz dele seu modelo. Nas várias sessões em que Dorian pousa para Basil desenvolve-se entre os dois uma amizade que coloca o artista numa posição de extrema fragilidade. Basil está fascinado pelo perturbador Dorian que, por sua vez, se deixa envolver pelo olhar cínico e irônico de Lord Henry Wotton, o mesmo que define a beleza como uma forma de gênio. Confrontado com a beleza do seu retrato e a impossibilidade de a manter para sempre, Dorian promete a sua alma em troca da juventude eterna. Ao longo do romance, o quadro passa de retrato a duplo de Dorian, já que nele se inscrevem todas as marcas que o tempo e o comportamento deviam deixar no homem - é o retrato que envelhece, enquanto Dorian conserva os traços perfeitos que Basil inicialmente fixou.

Romance gótico ou comédia de costumes "O Retrato de Dorian Gray" é uma obra em que Oscar Wilde confronta o leitor com a perfeição impossível, as convenções dispensáveis ou a mortalidade inevitável. Sempre com um tom provocador. "Toda a arte é inútil".

domingo, 23 de maio de 2010

Oscar Wilde - Aforismo

A vida é muito importante para ser levada a sério.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Oscar Wilde - Aforismo

Viver é a coisa mais rara do mundo.
A maioria das pessoas apenas existe.

sábado, 7 de novembro de 2009

Oscar Wilde - O Retrato de Dorian Gray(fragmento)

Influenciar uma pessoa é dar-lhe a nossa própria alma. O indivíduo deixa de pensar com os seus próprios pensamentos ou de arder com as suas próprias paixões. As suas virtudes não lhe são naturais. Os seus pecados, se é que existe tal coisa, são tomados de empréstimo. Torna-se o eco de uma música alheia, o actor de um papel que não foi escrito para ele. O objetivo da vida é o desenvolvimento próprio, a total percepção da própria natureza, é para isso que cada um de nós vem ao mundo. Hoje em dia as pessoas têm medo de si próprias. Esqueceram o maior de todos os deveres, o dever para consigo mesmos. É verdade que são caridosas. Alimentam os esfomeados e vestem os pobres. Mas as suas próprias almas morrem de fome e estão nuas. A coragem desapareceu da nossa raça e se calhar nunca a tivemos realmente. O temor à sociedade, que é a base da moral, e o temor a Deus, que é o segredo da religião, são as duas coisas que nos governam.