segunda-feira, 24 de março de 2008

Minha Destruição

Sou uma lagarta, pronta para virar borboleta...

Sou a menina, pronta para virar mulher...

Sou a paixão, pronta para virar amor...

Sou a prisioneira de mim mesma, pronta para se libertar da minha própria escuridão...

Sou minha própria inimiga, pronta para me autodestruir...

Minha estranha maneira de viver;

Colide com a minha seriedade;

Meu coração quer me libertar;

A minha alma presa nas desilusões;

Minha mente me prende, e me faz afundar cada vez mais...

Ah, como queria ser minha própria salvação;

Como queria me auto elevar ao divino;

Como queria ser pura...

Como queria saber gostar do tão simples;

Como queria que o amor só me sustentasse.

Como queria que as mentiras não fossem lanças;

E as ilusões não fossem adagas...

Que perfuram a alma;

E ferem o coração;

Com feridas incuráveis...

Meu destino se fecha contra a parede de dor;

Desfaz-se no céu de sofrimento;

Acaba-se aqui;

No ponto final desse poema (se isso se pode considerar um poema);

O meu fim chegará.

virei a borboleta que tanto desejava;

Já virei a mulher que tanto esperava;

Mas não consegui ver o amor ou me libertar;

Mas virei minha própria inimiga;

E, acabei de escrever o meu fim.


Cornny Chang 05/01/08

Nenhum comentário: