segunda-feira, 17 de março de 2008

Cruz e Souza - Perante a Morte

Perante a Morte empalidece e treme,
treme perante a Morte, empalidece.
Coroa-te de lágrimas, esqueceo
Mal cruel que nos abismos geme.

Ah!longe o inferno que flameja e freme,
longe a Paixão que só no horror floresce...
a alma precisa de silêncio e prece,
pois na prece e silêncio nada teme.

Silêncio e prece no fatal segredo,
perante o pasmo do sombrio medo
da Morte e os seus aspectos reverentes...

Silêncio para o desespero insano,
o furor gigantesco e sobre-humano
a dor sinistra de ranger os dentes!

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